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Tribunal da Itália suspende proibição de entrada de navio com migrantes resgatados

Quase 150 migrantes passaram 150 dias no mar. Matteo Salvini, ministro do Interior italiano, prometeu assinar nova proibição.

 
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Um tribunal na Itália suspendeu nesta quarta-feira (14) uma medida que proibia a entrada do navio espanhol Open Arms – embarcação de resgate de migrantes no Mediterrâneo – em águas italianas.

A embarcação passou 150 dias no mar com cerca de 150 migrantes a bordo, segundo o jornal italiano "Corriere della Sera". Assim, o barco deve chegar ainda nesta quarta ao porto de Lampedusa, ilha da Itália no sul do Mediterrâneo.

Na decisão, o tribunal entendeu que a proibição violava leis internacionais diante da "excepcionalmente grave e urgente situação gerada pela longa espera dos migrantes na embarcação".

Matteo Salvini durante sessão parlamentar no dia 5 de agosto de 2019 — Foto: Remo Casilli/Reuters Matteo Salvini durante sessão parlamentar no dia 5 de agosto de 2019 — Foto: Remo Casilli/Reuters

Matteo Salvini durante sessão parlamentar no dia 5 de agosto de 2019 — Foto: Remo Casilli/Reuters

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, havia proibido que o navio adentrasse águas nacionais. Após a decisão do tribunal, o político prometeu recorrer e assinar nova proibição. "Cúmplice de traficantes de seres humanos eu nunca serei", disse.

Celebridades como o ator Richard Gere também pressionaram recentemente Salvini a voltar atrás da decisão, o que não ocorreu.

A questão migratória na Itália, inclusive, é uma das bandeiras de Salvini, que tenta dissolver o governo e convocar novas eleições após a quebra da coalizão entre o partido dele – A Liga – e o Movimento 5 Estrelas.

O navio humanitário Sea-Watch, carregando 42 migrantes, navega próximo à ilha de Lampedusa, na Itália.  — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters O navio humanitário Sea-Watch, carregando 42 migrantes, navega próximo à ilha de Lampedusa, na Itália.  — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters

O navio humanitário Sea-Watch, carregando 42 migrantes, navega próximo à ilha de Lampedusa, na Itália. — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters

Em julho, a capitã do navio humanitário Sea-Watch, a alemã Carola Rackette, foi presa após a embarcação com 41 migrantes entrar em águas italianas mesmo com o veto de Salvini. A Justiça italiana a libertou em seguida, o que enfureceu o ministro do Interior.

O Open Arms também participou de outras operações em outros países. Em 2018, a embarcação levou 60 migrantes à Espanha após ser rejeitada na Itália.

ONU pede mais liberações

Imigrantes são resgatados de barco de madeira no Mar Mediterrâneo, perto da costa da Líbia, em agosto de 2018 — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters Imigrantes são resgatados de barco de madeira no Mar Mediterrâneo, perto da costa da Líbia, em agosto de 2018 — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters

Imigrantes são resgatados de barco de madeira no Mar Mediterrâneo, perto da costa da Líbia, em agosto de 2018 — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) pediu na terça-feira (13) que governos de países europeus permitam, imediatamente, a entrada de 500 pessoas resgatadas no Mediterrâneo e que ainda estão em navios no aguardo de liberações.

De acordo com o órgão, quase 600 pessoas morreram ou desapareceram no Mediterrâneo enquanto faziam a travessia entre a Líbia e a Itália.

A União Europeia também pede que os países integrantes do bloco tomem alguma atitude para receber esse fluxo. O órgão, entretanto, não tem poder para intervir.

 

 

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