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Vítimas de Epstein entram com processo contra o inventário do milionário

Processo que corria na Justiça Federal dos EUA foi extinto com a morte de Jeffrey Epstein, mas vítimas ainda podem entrar com processo civil contra o patrimônio dele.

 
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Uma das vítimas de Jeffrey Epstein, que morreu no sábado (10), entrou com um processo contra o inventário do milionário.

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A mulher, Jennifer Araoz, é de Nova York, e diz que começou a ser cortejada por Epstein quando ela tinha 14 anos –ele a estuprou um ano depois.

Além do inventário, foram processadas mulheres que ajudavam o milionário (leia abaixo).

Com a morte de Epstein, o processo que corria na Justiça Federal dos Estados Unidos foi extinto. Ele respondia, na lei, por crimes de tráfico sexual de menores. As vítimas podem, no entanto, processar o patrimônio do milionário, de acordo com o “New York Times”.

Jeffrey Epstein, preso por crimes sexuais, em fotografia tirada pela Divisão criminal de justiça de Nova York — Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Handout/File Photo via REUTERS Jeffrey Epstein, preso por crimes sexuais, em fotografia tirada pela Divisão criminal de justiça de Nova York — Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Handout/File Photo via REUTERS

Jeffrey Epstein, preso por crimes sexuais, em fotografia tirada pela Divisão criminal de justiça de Nova York — Foto: New York State Division of Criminal Justice Services/Handout/File Photo via REUTERS

O jornal dos EUA ouviu outras vítimas que não revelaram suas identidades que afirmaram que também pretendem iniciar um caso civil.

Recrutada quando estava na escola

Araoz, que protocolou o caso nesta quarta (14), relata ter sido recrutada por uma mulher do lado de fora de sua escola, em 2001. Ela, então, começou a ser levada à mansão de Epstein, onde fazia massagens no milionário.

Em 2002, ele a puxou e a estuprou, de acordo com o depoimento de Araoz.

Ela também processou mulheres que auxiliavam Epstein, como Ghislaine Maxwell, uma inglesa que era uma espécie de braço direito do milionário.

O paradeiro de Maxwell é desconhecido. Ela desapareceu dos radares em 2016.

Colaboradora e ex-amante de Epstein, Ghislaine Maxwell, hoje com 57 anos, viveria em Londres, segundo seus advogados declararam em 2017, mas sem endereço fixo. Ela é suspeita de recrutar, hospedar e organizar o tráfico de menores para o milionário, mas nunca foi processada pela justiça americana.

Três trabalhadoras domésticas da mansão e a recrutadora também foram processadas.

A conexão francesa

O milionário tinha uma mansão de 8 milhões de euros em Paris e muitos amigos e contatos na cidade. Ele teria abusado de várias menores francesas aliciadas por esses conhecidos, de acordo com a mídia francesa.

Segundo “Le Parisien”, o círculo de amigos de Epstein em Paris era formado por aristocratas, políticos, decoradores, socialites, traders e empresários da área de novas tecnologias. Cerca de 15 "massagistas" francesas, como eram chamadas as adolescentes recrutadas para manter relações sexuais com o milionário, fazem parte da agenda que ele mantinha na capital francesa.

Agora que Epstein está morto, a imprensa francesa chama a atenção para duas pessoas consideradas peças-chave nas investigações: Ghislaine Maxwell, a inglesa que foi amante e funcionária do milionário, que seria responsável pela cooptação das menores, e o francês Jean-Luc Brunel, ex-proprietário da agência de modelos Karin Models, igualmente acusado de crimes sexuais pela justiça americana, assinala o jornal Libération.

Testemunhas-chave nas investigações

Localizar o agente de modelos, segundo o “Libération”, tornou-se impossível nas últimas semanas. Há vários anos, Brunel se estabeleceu em Miami. Ele atua na área de agenciamento de modelos.

Segundo pessoas ouvidas pelo “Libération” na última semana, Brunel é ambicioso, especializou-se no recrutamento de manequins muito jovens, com quem ele organizava festas em seu apartamento ou em boates parisienses.

Algumas dessas modelos, às vezes menores de idade, relataram ter sofrido represálias em suas carreiras por terem recusado o assédio do empresário. Outras acusaram Brunel de estupro, bem antes do escândalo Epstein vir à tona.

 

 

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