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Macri culpa oposição por resultados ruins da economia após prévias

Presidente tenta a reeleição e diz que kirchneristas não inspiram confiança. Ele foi derrotado em prévias por Alberto Fernández, que tem Cristina Kirchner como vice na chapa.

 
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O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que a moeda nacional perdeu valor e o risco país subiu nesta segunda-feira (12) porque os kirchneristas, com quem ele disputará eleições em outubro, não inspiram confiança nos mercados.

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“Precisamos entender que o maior problema é que a alternativa kirchnerista não tem credibilidade no mundo, não gera confiança para que as pessoas venham investir. Eles deveriam fazer uma autocrítica”, afirmou o presidente, que concedeu uma entrevista coletiva após ser derrotado em prévias realizadas neste domingo (11).

Os argentinos realizaram ontem uma eleição primária, que serve de termômetro para a votação que ocorrerá em outubro. Essa prévia foi criada por lei em 2009. A ideia inicial é que ela seja o momento de escolha do candidato de cada chapa. Mas, como não houve concorrência interna em nenhuma coligação neste ano, o voto valeu mais como uma pesquisa eleitoral.

Alberto Fernández, pré-candidato na chapa em que Cristina Kirchner é vice, vota nas prévias na Argentina — Foto: Agustin Marcarian/Reuters Alberto Fernández, pré-candidato na chapa em que Cristina Kirchner é vice, vota nas prévias na Argentina — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Alberto Fernández, pré-candidato na chapa em que Cristina Kirchner é vice, vota nas prévias na Argentina — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Alberto Fernández, candidato opositor que tem Cristina Kirchner como vice na chapa, teve 47,66% dos votos – para vencer as eleições no primeiro turno, em outubro, ele precisará ter 45%.

Macri terminou com 32,09% dos votos.

Com a derrota do presidente nas prévias, o dólar disparou e a bolsa despencou. O governo tentou conter a desvalorização do peso, fez um leilão de US$ 105 milhões e elevou a taxa básica de juros a 75% para evitar a fuga de investidores. Ainda assim, o valor da moeda argentina derreteu 15% em um único dia. No fim do dia, um dólar valia 53,5 pesos. A bolsa despencou quase 40%.

"Isso é só uma amostra do que pode acontecer, o mundo vê isso como o fim da Argentina", afirmou Macri.

'Bronca acumulada'

Macri iniciou sua entrevista coletiva com a afirmação de que o mau desempenho nas urnas é uma “bronca acumulada” pela “dureza” econômica que as famílias enfrentam nos últimos anos.

Segundo ele, a mudança que ele propõe leva tempo. Para que as vidas das pessoas melhorem, é preciso ter empregos, e para isso é preciso que alguém decida investir no país, o que exige um governo que inspire confiança, afirmou.

Macri foi perguntado se não seriam as suas próprias alegações, e não a oposição, que prejudicam a economia argentina, e respondeu que os kirchneristas é que mostram não ter compromissos com investidores.

Ele, então, mencionou o Brasil: em 2002, houve uma saída de capitais quando ficou evidente que o vencedor das eleições seria Lula. Macri afirmou que era uma situação diferente, porque o PT nunca tinha governado.

“O kirchenrismo já governou, e eles precisam fazer mais para provar [aos investidores]”.

Segundo turno

Macri afirmou ainda que não fará mudanças no seu governo e demonstrou otimismo para reverter a derrota.

Ele disse que espera, até o dia 27 de outubro, quando acontecerá o primeiro turno, convencer os eleitores a votar nele e que consiga, no segundo turno, a vitória.

 

 

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