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Goiás no topo do poker brasileiro

 

“integrantes da seleção goiana comemoram o título do CBPE”. Foto: Luiz Betazini.

Em excelente momento, o poker goiano é hoje uma das principais potências do esporte das cartas no Brasil. A consagração veio na última edição do Campeonato Brasileiro de Poker por Equipes (CBPE), com a conquista inédita da seleção goiana no torneio de seleções mais importante da América Latina.

Sediado anualmente em São Paulo desde 2013, o CBPE foi idealizado pela Confederação Brasileira de Texas Hold’em (CBTH) para unificar e expandir o poker para todos os cantos do país. A edição de 2019 foi disputada em julho, no Sheraton São Paulo WTC Hotel, e contou com 20 seleções estaduais.

Detalhes do título inédito do time goiano

Goiás avançou para o dia final de torneio na quinta colocação e mostrou grande poder de recuperação para alcançar o troféu inédito para o esporte da Região Centro-Oeste. O título da seleção goiana veio depois de uma disputa acirrada contra as seleções de São Paulo e do Rio Grande do Sul na reta final da competição. 

O time goiano teve Lidiane Moutinho como técnica pelo segundo ano consecutivo. Além de ser a primeira mulher a treinar uma seleção no CBPE em dois anos consecutivos, Lidiane tem grande capacidade de liderança e conta com grande respaldo da Federação Goiana de Texas Hold'em.

Lidiane foi muito feliz na convocação da seleção goiana e escolheu um time de craques para representar o Estado na última edição do CBPE. 

João Bauer, João Paulo Gomides, Artur Guerra, Sérgio Capps, Kelly Manze e Gustavo Luz foram os jogadores selecionados pela técnica e todos os competidores tiveram participação importante no caminho até o título.

Kelly, por exemplo, teve participação crucial em um enfrentamento na reta final que colocou o time goiano em condições reais de brigar pelo troféu de campeão. “Nós batalhamos muito. Eu lutei com muita garra no heads-up contra o Cássio Kiles, tentei a vitória a todo momento. Saí de Goiás falando para meus amigos que ia trazer esse título e consegui ajudar nessa conquista”, contou a jogadora após o término do evento.

Já João Bauer, campeão brasileiro individual em 2015, é o único jogador na história a disputar todas as edições do CBPE. Campeão em 2019, João quase conseguiu vencer o CBPE com a seleção goiana em 2013, mas acabou batendo na trave e viu o time terminar na segunda colocação naquela oportunidade.

“João Bauer é um dos jogadores de maior representatividade no poker brasileiro”

“Eu devo ser o único que joguei todas as edições. Estava com o grito de campeão entalado na garganta, mas agora saiu”, disse João logo após o título.

No final das contas, a responsabilidade maior ficou com João Paulo Gomides “Tiltinha”. Acostumado a jogar sob pressão, Tiltinha conseguiu colocar o time goiano não só na liderança, mas com uma boa vantagem em relação aos rivais.

“Eu já passei por grandes pressões jogando, mas essa foi uma das maiores. O João Bauer até brincou, que sobrou pra quem tinha que sobrar, porque eu gosto de jogar assim. Consegui jogar bem, foi um ótimo heads-up e tudo deu certo”, comemorou Tiltinha.

Com o triunfo, Goiás se juntou aos Estados do Rio de Janeiro (2013), Amazonas (2014), Acre/Rondônia (2015), Santa Catarina (2016), São Paulo (2017) e Paraná (2018) na galeria de campeões do CBPE. Sendo assim, a seleção goiana terá a oportunidade no ano que vem de se tornar o primeiro Estado na história do evento a conseguir o bicampeonato.

“A seleção de Goiás é formada por grandes jogadores e, acima de tudo, apaixonados pelo esporte e pelo que fazem. O título não poderia estar em melhores mãos”, analisou o presidente da CBTH após o término do evento.

Roberly Felicio, outro destaque do poker goiano

No ano passado, o goiano Roberly Felicio fez o que apenas seis brasileiros conseguiram na história: ganhar um bracelete de ouro no WSOP, em Las Vegas. Considerada a “Copa do Mundo do Poker”, o WSOP é disputado desde 1970 e reúne todos os anos os principais jogadores do mundo em território norte-americano.

Empresário, Roberly é um jogador recreativo e não leva uma rotina de um profissional poker, apesar de se dedicar muito a esse esporte. “Não tenho pretensão e tempo para me tornar um profissional. Mas amo o esporte, minha vida é estudar e ler sobre poker. Quero sempre essa adrenalina da competição”, destaca Roberly.

“Roberly Felicio com o bracelete de ouro em mãos”. Foto por Antonio Abrego.

Casos como o de Roberly não acontecem todo dia, mas é não é algo totalmente raro no poker, pois se trata de um esporte muito democrático — em que todos têm as suas oportunidades. 

Na última edição do WSOP, por exemplo, a 888 Poker online disponibilizou em sua plataforma um torneio pré-classificatório aberto para o WSOP, que permitiu a diversos jogadores do Brasil a oportunidade de tentar disputar o maior evento de poker do mundo.

Rio Quente no calendário do BSOP

Neste ano, o Estado de Goiás é o único representante do Centro-Oeste no calendário do BSOP — Campeonato Brasileiro de Poker. Presente no poker nacional desde 2006, o BSOP tomou proporções gigantescas e já é considerado o maior circuito de poker da Amárica Latina.

A organização do BSOP escolheu a turística Rio Quente para ser a representante do Centro-Oeste do Campeonato Brasileiro de Poker em 2019. A etapa aconteceu em maio e reuniu os principais competidores do Brasil no Rio Quente Resorts.

Vale destacar que esta foi a sexta oportunidade que Rio Quente fez parte do Calendário anual do BSOP — 2010, 2011, 2013, 2015 e 2016 foram as outras temporadas que a cidade goiana marcou presença no campeonato nacional.

O título do evento principal não acabou nas mãos de nenhum representante de Goiás e ficou com o paulista Anthony Barranqueiros. No entanto, sete jogadores goianos conseguiram terminar entre os 32 melhores colocados do BSOP Rio Quente-2019.

 

 

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