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Agora você pode esquecer a carteira em casa: como as e-wallets estão revolucionando os pagamentos de produtos e serviços

 
Quando saímos de casa, nos certificamos de levar conosco tudo aquilo que precisamos. Um item que nos faz sentir completamente perdidos se não estivermos em sua posse é o smartphone. O pequeno aparelho guarda dados pessoais e profissionais, tira fotos, acessa a internet e, o menos impressionante de tudo: faz ligações. Dificilmente alguém se sente confortável em sair de casa sem ele. Tanto que, agora, você poderá optar por deixar até a carteira em casa.

As e-wallets já funcionam em diversos países no mundo e estão conquistando seu espaço no Brasil. Ao invés de efetuar os pagamentos por meio de dinheiro ou cartão, um aplicativo em seu smartphone dará conta do recado. A tecnologia utiliza formas avançadas de segurança para acessar seus dados e informações bancárias de maneira criptografada, em um ambiente extremamente seguro.



Isso não quer dizer que a utilização das novidades trazidas pelos avanços tecnológicos exija muito conhecimento. No entanto, considerando a rápida evolução tecnológica e sua implementação no mercado, é prudente que aqueles que não se sintam confortáveis em dar seus primeiros passos sozinhos busquem cursos ou workshops que visem facilitar e descomplicar o uso no dia a dia.


O Brasil está pronto para essa mudança?

De acordo com o Relatório Global de Pagamentos Worldplay de 2017, o comércio focado na tecnologia mobile, conhecido no mercado como M-commerce­, vai se tornar mais conhecido no Brasil nos próximos anos, de forma que a expectativa é de que os índices de popularidade atinjam ao menos 31% até 2021. A competição com os cartões de crédito é acirrada, e eles devem continuar no topo do ranking de meios de pagamento, pelo menos por enquanto. O comércio eletrônico no Brasil vem apresentando crescimento contínuo e isso se deve, em grande parte, às e-wallets. Não é para menos: o e-commerce conquistou não somente o consumidor brasileiro, mas o mundo todo. Somente na América Latina, o setor tem uma previsão de crescimento em 17% e 24% nos próximos cinco anos, respectivamente no México e na Argentina. Uma vertente do e-commerce, o m-commerce no Brasil poderá chegar a valer US$ 10,1 bilhões também em um período de dois a três anos.


 

Neste sentido, considerando que cada vez mais smartphones são vendidos no Brasil e que a alta conectividade do brasileiro já é um assunto bastante comentado, a tendência de implementação bem-sucedida das e-wallets como métodos de pagamento no quotidiano é animadora, ainda que precise superar algumas barreiras de regulamentação para que o seu funcionamento acompanhe as tendências mundiais.


A tecnologia já funciona por aqui

Em 2018 a Apple lançou o Apple Pay no Brasil. O serviço conta com mais de 120 milhões de usuários em diversos países, dentre eles o Brasil, Estados Unidos, Suíça, Austrália e França. Para mostrar a que veio, foram firmadas diversas parcerias com redes como Magazine Luiza e iFood. A Samsung, concorrente direta da Apple, também abocanhou o setor e lançou o SamsungPlay no mercado brasileiro. A gigante da tecnologia optou por amenizar o impacto da novidade aproximando a experiência de pagamento virtual dos usuários àquelas vividas em lojas físicas. O resultado foi positivo e conquistou usuários e, para além destes, a aprovação e adoção do sistema por grandes lojas de e-commerce­.

A missão de inovar as formas de pagamento e acelerar a implementação dessas novas tecnologias no país foi aceita por companhias que atuam de forma mais aproximada do universo da tecnologia da informação, como o iGaming e o e-commerce. Muitas das melhores lojas digitais para games de PC — como Humble Bundle, um projeto utilizado para promover desenvolvedores indies, Steam e Nuuvem, a maior plataforma de distribuição digital de games da América Latina — adotaram a tecnologia e aceitam PayPal, Amazon Payments e Google Wallet, entre outros métodos de pagamento. No setor de jogos, o uso das e-wallets já é aceito por alguns portais, como é o caso da Betway, empresa de online cassino, que permite este método de pagamento para os diversos serviços oferecidos na plataforma. O potencial de penetração das e-wallets na indústria de games é mais um alicerce na implementação do método como um todo. Apesar da robustez do setor, não se pode dizer que a receptividade é uma surpresa. A indústria de games é naturalmente ligada aos avanços tecnológicos e não oferece grandes resistências às novas propostas.

Já no setor de e-commerce­, dado o crescimento rápido e a conquista de públicos diversos, o que conta é a oferta do diferencial. Gigantes como Dafiti, Evino, e Peixe Urbano inovaram ao permitir que se faça compras em suas plataformas online por meio das carteiras eletrônicas, conferindo aos consumidores mais opções e modernidade durante o processo. Vale lembrar que o e-commerce tem uma estimativa de crescimento de 19% no Brasil para 2019, o que justifica que o setor busque sempre inovar e adotar as tecnologias disponíveis para atender ao seu público e sair na frente perante a concorrência das redes.


O mundo já abraçou a novidade

A substituição da carteira pelo smartphone já é praticada em diversos países, mas há que se pontuar que em alguns deles há mais comodidade na implementação de novas tecnologias, como é o caso do Japão. A China, por exemplo, conta com 70% de sua população economicamente ativa desfrutando das e-wallets.

Mas, para fazer um contraponto, vamos viajar à Europa. Em Portugal, o aplicativo MB Way é bastante popular entre os moradores, que utilizam a e-wallet para pagamentos e até mesmo saques em caixas eletrônicos sem que seja necessário portar o cartão de crédito. A entidade gestora do aplicativo chegou a divulgar que o primeiro trimestre de 2019 ultrapassou 10,3 milhões de operações, o triplo do mesmo período de 2018.

Apesar de recente, a tecnologia e-wallet apresenta grande potencial de transformação definitiva no uso de dinheiro e cartões de crédito no país, de acordo com o portal Terra. Se por um lado o consumidor encontra a praticidade e conveniência em realizar suas transações, o ganho dos varejistas também é considerado, ao passo de que há segurança aos envolvidos em razão da alta tecnologia envolvida no desenvolvimento deste método.

 

 

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