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Merkel se solidariza com deputadas atacadas por Trump

O presidente dos EUA disse que as parlamentares deveriam voltar a seus países; para Merkel, força dos EUA está na diversidade.

 
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Os ataques de Donald Trump contra quatro deputadas democratas "minam a força dos Estados Unidos", afirmou a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel.

Ela se solidarizou com as congressistas durante uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (19).

"Fico do lado oposto a estas declarações de forma decidida e me solidarizo com as mulheres atacadas", declarou a alemã.

Merkel argumentou que a força dos EUA se baseia na sua diversidade, nas contribuições "de pessoas de muitas diferentes nacionalidades".

Trump pediu no domingo (14) às deputadas que retornassem a seus países de origem, declaração pela qual foi acusado de racismo.

Trump criticou o 'esquadrão'

Embora não tenha mencionado nomes, Trump parecia estar se referindo a um grupo conhecido como "o esquadrão", que tem sido muito crítico ao presidente e também da atual liderança democrata da Câmara, entre elas:

  • Alexandria Ocasio-Cortez, nascida nos Estados Unidos, de origem latina;
  • Ayanna Pressley, nascida nos Estados Unidos, de orgiem africana;
  • Rashida Tlaib, nascida nos Estados Unidos, de origem palestina;
  • Ilhan Omar, nascida na Somália.

  • Quem são as 4 jovens congressistas que Trump atacou com mensagens consideradas racistas

O presidente dos EUA escreveu duas mensagens em uma rede social no domingo (14).

Jovens congressistas são especialmente críticas das políticas de Trump — Foto: Reuters/Erin Scott Jovens congressistas são especialmente críticas das políticas de Trump — Foto: Reuters/Erin Scott

Jovens congressistas são especialmente críticas das políticas de Trump — Foto: Reuters/Erin Scott

"É tão interessante ver parlamentares democratas 'progressivas' que originalmente vieram de países com governos que são uma catástrofe total e completa, os piores, mais corruptos e ineptos do mundo inteiro (se é que têm governo funcional), agora, dizendo de forma alta e viciosa que o povo dos EUA, a maior e mais poderosa nação na Terra, como o governo deve ser gerenciado. Por que elas não voltam e ajudam a consertar os lugares completamente arrebentados e infestados de crime de onde elas vieram. Então voltem a nos mostrem como..."

As quatro parlamentares fizeram uma declaração em conjunto.

'Mande-a de volta', gritaram republicanos

Trump, então, respondeu durante um comício.

Durante o evento na Carolina do Norte na quarta-feira (17), o presidente acusou Ilhan Omar, que nasceu na Somália, de minimizar os atentados terroristas de 11 de Setembro e de "rir de norte-americanos que alertavam sobre a Al-Qaeda".

Em seguida, os apoiadores do republicano gritaram, em coro: "Mande-a de volta".

Posteriormente, ele afirmou ter se sentido mal com o gritos durante o comício.

Em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump disse: "Eu diria que não fiquei feliz com aquilo. Eu discordo daquilo. Mas, de novo, não fui eu quem gritou – foram eles. E eu discordei".

 

 

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