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Cineastas comentam mudanças de Bolsonaro no Conselho Superior de Cinema

Bruno Barreto, atual membro do órgão consultivo, e Cacá Diegues, que já foi integrante, falam ao G1 sobre a mudança do conselho para a Casa Civil e a escolha dos representantes.

 
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O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (18) mudanças para o Conselho Superior do Cinema. Umas delas é a transferência do órgão para a Casa Civil.

Antes, o conselho estava no Ministério da Cidadania, que engloba o antigo Ministério da Cultura. Quando criada, em 2001, a estrutura organizacional já era da Casa Civil, sendo transferida para a Cultura em novembro de 2009.

“Acho positiva a ida do conselho para a Casa Civil. Volta à origem”, opina Bruno Barreto em entrevista ao G1.

“É uma questão de Política de audiovisual, não tem só a ver com Cultura. Tem coisas mais complexas. E a Casa Civil coordena todos os Ministérios. Tanto que o conselho tem membros de todos os ministérios. Então por que o conselho estaria sob o guarda-chuva da cultura?”, questiona o cineasta, atual membro do conselho.

Bruno preferiu não opinar sobre a redução no número de membros do conselho, outra mudança feita no novo decreto. “Não estou sabendo dos detalhes. Não sei se é bom ou ruim. Fiquei sabendo por você”, afirmou Bruno, que não soube informar se seguirá na nova gestão.

Antes das mudanças anunciadas, além dos Ministros de Estado, o conselho era composto por nove integrantes, sendo seis da indústria audiovisual e três da sociedade civil - e mais nove suplentes.

O novo decreto diminui para:

  • três especialistas da indústria audiovisual
  • dois representantes da sociedade civil

'Conselho deve contemplar jovens cineastas'

Cacá Diegues durante apresentação do filme "O grande circo místico" no 71º Festival de Cannes — Foto: Alberto PIZZOLI / AFP Cacá Diegues durante apresentação do filme "O grande circo místico" no 71º Festival de Cannes — Foto: Alberto PIZZOLI / AFP

Cacá Diegues durante apresentação do filme "O grande circo místico" no 71º Festival de Cannes — Foto: Alberto PIZZOLI / AFP

Cacá Diegues integrou o conselho de 2016 a 2018. Ao G1, ele afirma que não pretende participar mais: “Meu mandato no Conselho já se encerrou em dezembro e não desejo renovação dele. Acho que tem que a composição do Conselho deve contemplar jovens cineastas e gente que cuida de nossa economia."

Cacá também indicou que “no final do ano passado, sem consultar os cineastas, a Ancine propôs ao governo um novo Conselho formado por representantes da economia estrangeira do cinema, um absurdo que parece já ter sido evitado”.

Cacá também falou sobre a forma como é feita a indicação dos membros para o conselho.

Segundo o novo decreto, os membros do conselho e seus respectivos suplentes “serão indicados pelo Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República e designados pelo Presidente da República para mandato de dois anos, permitida uma recondução”.

“As indicações sempre foram feitas ou aprovadas pela presidência que deveria ouvir a classe (sindicatos, associações, etc)”, explicou Diegues.

 

 

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