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Polícia Civil cumpre mandado de prisão condenatória de investigado por esquema criminoso de adulteração de óleo de soja de cooperativa goiana

 

A Polícia Civil de Goiás, por meio de apoio operacional prestado pela Polícia Civil de Santa Catarina, realizou ontem (segunda-feira 17), a prisão de Celso Araldi, condenado pela prática dos crimes de organização criminosa, furto qualificado, adulteração de produto alimentício, além do uso de documento falso. A prisão foi realizada em Balneário Camboriú, estado de Santa Catarina, mediante informação repassada pela Polícia Civil goiana.

Celso Araldi foi investigado pelo Grupo Especial de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Gepatri) de Rio Verde entre agosto de 2015 e janeiro de 2016. Ele estava foragido desde a deflagração de operação que prendeu outros cinco integrantes da organização, em janeiro de 2016. Naquela ocasião, foram cumpridos um mandado de prisão e dois de busca e apreensão em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, cidade na qual Celso residia e mantinha uma empresa transportadora fraudulentamente constituída e através da qual operava o esquema criminoso. Em sua casa, foram apreendidos muitos documentos que auxiliaram na investigação. Na mesma data, também foram cumpridos vários outros mandados de prisão e busca em Rio Verde, Caçu e Cachoeira Alta.

A empresa de Celso Araldi era contratada para transportar óleo vegetal produzido por uma cooperativa de produtores rurais de Rio Verde, sudoeste goiano. Contudo, os caminhões tinham seus tanques alterados com um tanque oculto criado a partir da modificação do quebra ondas. Um sofisticado sistema acionado por controle remoto utilizava o sistema de ar comprimido dos freios do caminhão para acionar uma válvula pneumática que abria e fechava o acesso do tanque normal ao tanque oculto. O carregamento do frete era feito normalmente pelos motoristas do esquema que seguiam para uma empresa fraudulentamente constituída em Rio Verde. Na cidade, descarregavam parte do produto (óleo vegetal) e inseriam produto de menor valor (glicerina) no tanque oculto, que era mantido fechado pela válvula pneumática. No momento da entrega ao cliente destinatário da carga, este fazia análise do produto para verificar a qualidade, mas o acesso para retirada de amostra era feito somente no tanque principal, carregado com óleo vegetal puro. Após o cliente autorizar a descarga o motorista participante do esquema criminoso, se utilizava de um controle remoto para abrir a válvula e permitir a comunicação dos tanques principal e oculto, descarregando a mistura.

Foram apreendidos em Rio Verde dois tanques com a modificação criminosa, mas a frota da empresa do investigado possuía cerca de 20 outros veículos que faziam fretes em outros estados, não só em Goiás.

O investigado continuou a ser monitorado pela Polícia Civil de Goiás, que descobriu estar levando uma vida normal em um apartamento à beira mar em Balneário Camboriú, informação repassada à PCSC. Celso Araldi agora será recambiado a Goiás para iniciar o cumprimento de pena de mais de 12 anos de reclusão, havendo respondido a ação penal à revelia, pois estava foragido.

Delegado responsável: Matheus Noleto.

 

 

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