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Boeing reconhece erro e diz que levará tempo até reconquistar confiança

Dennis Muilenburg disse que fabricante norte-americana cometeu erro ao implementar um sistema defeituoso de aviso de cabine na aeronave 737 MAX após dois acidentes fatais.

 
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O presidente da Boeing disse neste domingo (16) que a fabricante norte-americana de aviões cometeu um erro ao implementar um sistema defeituoso de aviso de cabine na aeronave 737 MAX e previu que levará tempo para reconstruir a confiança dos clientes na sequência de dois acidentes fatais que deixaram mais de 300 mortos.

O presidente-executivo da empresa, Dennis Muilenburg, disse que a Boeing falhou na comunicação com os reguladores e clientes, mas defendeu engenharia e design de software que estão no centro das investigações sobre os acidentes que levaram crise à companhia aérea multinacional.

Muilenburg reconheceu que a empresa cometeu um erro ao não revelar o sistema de alerta defeituoso do cockpit de seu 737 MAX para reguladores e clientes, e disse que essa falha tem sido objeto de análise dos reguladores globais.

Muilenburg, que está sob duras críticas a respeito do projeto do 737 MAX e da forma como a Boeing lidou com a crise, disse que "estamos vendo ao longo do tempo cada vez mais convergência entre os reguladores" sobre quando a aeronave deve retornar ao serviço.

Ele disse esperar que o MAX retorne a operar ainda neste ano e que 90% dos seus clientes participem de sessões de simulação de voo com o software MCAS atualizado, já que a empresa trabalha para garantir um vôo de certificação junto aos reguladores em breve.

  • Boeing sabia de falha no 737 MAX um ano antes de tragédia
  • Boeing reconhece pela primeira vez defeitos no software do simulador de voo do 737 MAX

A Boeing diz que seguiu procedimentos de engenharia ao projetar o 737 MAX. Questionado sobre como os procedimentos falharam na captura de falhas aparentes no software de controle do MCAS e na arquitetura de sensores, Muilenburg disse: "Claramente, podemos fazer melhorias, e entendemos isso e faremos essas melhorias".

Em outubro de 2018, a queda da aeronave da Lion Air causou 189 mortes. E em março deste ano, avião da Ethiopian Airlines causou a morte de 157 pessoas.

 

 

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