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Líder da bancada de MT rebate críticas ao Centrão e cobra mais organização da base

 
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O coordenador da bancada federal mato-grossense Neri Geller (PP) rebate as críticas feitas pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de que os parlamentares do chamado Centrão estejam atrasando propositadamente a grande pauta do governo, que é a Reforma da Previdência. “Essa ideia de que o Centrão esteja atrapalhando é conversa fiada. A base e o governo é que precisam se organizar para votar as matérias com antecedência", dispara, durante o encerramento do Circuito Aprosoja, na Capital.

Ressalta que uma Medida Provisória dura quatro meses. E que, depois disso, se não for validada, caduca. "Não se pode deixar para votar na última semana. Porque muito parlamentares, inclusive os da base, têm divergências. O que acontece é que chega muito em cima da hora, tem outras pautas trancadas e não anda”, critica o parlamentar. Embora não detalhe, Neri se refere à apreciação da Medida Provisória 871/2019, que busca coibir fraude nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o "pente-fino no INSS". O texto foi votado às pressas horas antes de perder a validade.

Diferente de outros colegas de parlamento, que chegam a não admitir a existência do Centrão, como é o caso do senador Jayme Campos (DEM), Neri aponta que praticamente toda a base ruralista no Congresso é deste círculo ideológico que, ao mesmo tempo em que são simpáticos ao presidente, tendo o apoiado na eleição, tentam manter certa distância de suas decisões mais polêmicas. “A grande maioria é do Centrão, é atuante e não está travando as pautas, pelo contrário estamos encorajando para fazer o enfrentamento. Mas a base precisa ficar melhor organizada”.

O coordenador da bancada federal de Mato Grosso aponta que o governo precisa sair um pouco “das redes sociais, fazer um melhor debate ideológico, ser mais pragmático”, tudo isso, para ser mais resolutivo nas pautas do Executivo. No que tange aos colegas deputados da base, Neri sugere que não utilizem a tribuna apenas para falar mal de governos passados. “Tem que buscar convergência entre direita, centro, esquerda, extrema direita. Temos que criar um ambiente para que as pessoas que estão na liderança política desçam do palanque e vão trabalhar pelo país”.

Ex-ministro da Agricultura (Mapa) no Governo Dilma (PT), Geller sugere que a gestão Bolsonaro e base utilizem as boas obras das administrações anteriores como experiência e façam as correções no que precisa ser feito, mas que isso não denote apenas olhar para trás. “A bancada de Mato Grosso está construindo isso, estamos muito coesos, é a demonstração de uma convivência pacífica. Todo mundo dá opinião, todo mundo sugere. É isso, juntar para resolver as coisas. É o que falta para resolver o Brasil”.


RDNews

 

 

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