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Evento apresenta conceito de Produção de Natureza que alia conservação e produção no Pantanal

 
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As cidades de Corumbá e Poconé sediaram o “I Workshop Produção da Natureza – Alto Pantanal”, nos dias 4 e 6 de junho, para discutir a iniciativa de transformar o Pantanal em um destino internacional de turismo sustentável. A região, já conhecida por suas belezas, pode potencializar sua fonte econômica, tendo como base a Produção da Natureza, conceito que une esforços de conservação com a produção.

 

A partir da valorização de áreas naturais, surgem também atrativos culturais e históricos, o que permite ao visitante uma experiência única diante de um mercado mundial sedento pelo que o Pantanal pode oferecer.

 

A proposta é do biólogo espanhol Ignácio Jimenez Pérez, que discute a possibilidade de agregar valor às áreas de conservação já existentes, sem desconsiderar as fazendas produtivas do entorno. “A desconstrução da dicotomia conservação x produção amplia as oportunidades de benefícios sociais e econômicos”, explica Ignácio. A experiência dele vem de casos de sucesso em países como África do Sul e Argentina, onde Ignácio trabalhou com a família Tompkins.

 

Seu caso de sucesso foi o Parque Iberá, no pantanal argentino. Os esforços para criar o destino incluíram a recuperação de áreas e a reintrodução de espécies, já extintas há 50 anos. No Pantanal brasileiro, por outro lado, nada disso precisa ser feito, uma vez que as espécies silvestres já existem – a maior população de onça pintada do mundo, araras azuis, ariranhas, etc.

 

“Já existe uma marca Pantanal, assim como fazendas de produção de natureza, parque nacional, fauna abundante. Não é preciso introduzir nada. Precisamos contar ao mundo o que o Pantanal tem de melhor, que tem como base de sua economia homem e natureza convivendo juntos há séculos. Isso trará oportunidades para todos os habitantes – renda, emprego, esperança e conscientização ambiental”, reforçou Ignácio.

 

Para Ângelo Rabelo, do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), falar de Produção da Natureza é trazer um novo olhar para um dos ambientes melhor conservados do mundo. “Essa abordagem gera um reconhecimento, orgulho, respeito e um novo caminho a ser trilhado. Com o destino Alto Pantanal vamos trabalhar para incluir todos os atores desse território e mostrar ao mundo o espetáculo que é o nosso Pantanal”, explicou Rabelo.

 

Com atuação de 22 anos na região, o Sesc Pantanal é referência em ações de conservação e desenvolvimento econômico da comunidade, destaca a superintendente do Sesc Pantanal, Christiane Caetano. “Em duas décadas desenvolvemos diversos trabalhos e nossa intenção é sempre estar junto de iniciativas em prol do desenvolvimento da região. A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Pantanal, a maior do país, é uma grande oportunidade de atração de público e o hotel oportuniza receber essas pessoas. Somente em 2018 foram 33 mil visitantes, que movimentam a economia local como um todo. Então, o caminho do turismo sustentável passa por esse trabalho com a comunidade, de priorizar o produto local”, diz ela, lembrando ainda que, no Hotel Sesc Porto Cercado, por exemplo, uma parcela dos insumos do restaurante é adquirida da agricultura familiar e de pequenos produtores.

 

O workshop reforça os esforços de instituições como Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Acaia Pantanal, Sesc Pantanal e autoridades públicas para o fortalecimento do Pantanal. Na ocasião, estiveram reunidos proprietários rurais locais, trade turístico, universidade, representantes dos Governos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Polícia ambiental, entre outras instituições.

 

 

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