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Juiz da Argentina amplia acusações contra Cristina Kirchner no caso dos '''cadernos das propinas'''

Ex-presidente, que já responde a outros processos, é acusada de receber dinheiro de empresários argentinos. Juiz pediu prisão preventiva, mas Cristina ocupa cargo de senadora, e, por isso, tem imunidade parlamentar.

 
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Um juiz ampliou nesta quinta-feira (6) as acusações contra a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner no caso que ficou conhecido como "cadernos das propinas". Nesse escândalo, ela e integrantes do governo Kirchner são investigados por receber dinheiro de empresários do país.

O juiz Claudio Bonadio, responsável pela maior parte dos processos por corrupção contra a ex-presidente na Justiça, também decidiu reforçar as denúncias de mais de 100 acusados no caso.

Na decisão de hoje, o juiz acusa Cristina de corrupção passiva em mais de 1 mil ocasiões, a maior parte dela como coautora. O magistrado também a acusa por ter recebido presentes indevidos em outras duas oportunidades.

Foto de março de 2018 fornecida pelo jornal 'La Nación' mostra um dos cadernos de Oscar Centeno, ex-motorista ligado aos governos dos Kirchners na Argentina — Foto: La Nacion via AP Foto de março de 2018 fornecida pelo jornal 'La Nación' mostra um dos cadernos de Oscar Centeno, ex-motorista ligado aos governos dos Kirchners na Argentina — Foto: La Nacion via AP

Foto de março de 2018 fornecida pelo jornal 'La Nación' mostra um dos cadernos de Oscar Centeno, ex-motorista ligado aos governos dos Kirchners na Argentina — Foto: La Nacion via AP

Bonadio também voltou a pedir a prisão da ex-presidente, que tem imunidade por ocupar, atualmente, o cargo de senadora. O juiz enviou ao Senado uma nova solicitação para que os colegas de Cristina retirem os privilégios parlamentares da ex-presidente, mas é pouco provável que isso ocorra, já que o peronismo domina a casa.

Entre outros investigados que tiveram suas acusações ampliadas por Bonadio estão Julio de Vido, ex-ministro de Planejamento Federal, que já está preso, e o empresário Ángelo Calcaterra, primo do atual presidente do país, Mauricio Macri.

Macri já reconheceu publicamente que seu pai, o empresário Francisco Macri, morto em março deste ano, também pagava propina a integrantes dos governos de Cristina e Néstor Kirchner em troca de favorecimentos em contratos de obras públicas.

"Esse caso mostra uma máquina de corrupção que, em nível nacional, se instalou desde o começo da presidência de Néstor Kirchner, permanecendo na nossa Argentina durante 12 anos", disse o juiz na decisão divulgada nesta quinta-feira.

Cristina no banco dos réus

A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, no tribunal do julgamento que começou nesta terça-feira (21). — Foto: Agustin Marcarian/Reuters A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, no tribunal do julgamento que começou nesta terça-feira (21). — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, no tribunal do julgamento que começou nesta terça-feira (21). — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Candidata à vice-presidência da Argentina na chapa de Alberto Fernández, Cristina se sentou pela primeira vez no banco dos réus em 21 de maio, respondendo a outra acusação por corrupção.

A ex-presidente afirma que todas as denúncias são mentirosas e que é vítima de uma perseguição política e judicial.

Com a decisão de hoje, tomada após ouvir novos depoimentos e coletar mais provas, Bonadio garante que é possível afirmar que "estão investigados, expostos e resolvidos o nó e a matriz da corrupção desenvolvida" no kirchnerismo.

"Parte das manobras pelas quais quiseram ocultar o produzido ilícito desses bens também está basicamente investigada e em vários desses casos essas investigações estão elevadas a julgamento oral e público", ressaltou o juiz.

 

 

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