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Deputados voltam ao Parlamento da Venezuela após bloqueio da sede em Caracas

Militares pró-Maduro, no entanto, impediram a entrada da imprensa.

 
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Os deputados da oposição ao regime de Nicolás Maduro voltaram nesta quarta-feira (15) à Assembleia Nacional da Venezuela. Na véspera, forças de segurança fecharam a sede, num ato denunciado pelo autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, como uma tentativa de fechamento do Legislativo.

Sorrindo, Guaidó – que também preside o Parlamento –entrou no Palácio Federal junto com vários colaboradores, mostrou um vídeo divulgado pela equipe de comunicação do líder oposicionista.

"Ontem, a ditadura tentou impedir nossa sessão, mas não pode, nem poderá. Hoje vamos sessionar honrando mais uma vez o apoio e a confiança de toda a Venezuela", tuitou Guaidó.

Mais cedo, vários deputados da bancada opositora entraram no prédio para uma sessão em repúdio às recentes investidas do regime chavista contra os integrantes da Assembleia Nacional. Principalmente após a tentativa de insurreição militar de 30 de abril, quando Guaidó incentivou, sem sucesso, integrantes das Forças Armadas a mudarem de lado.

Também na terça-feira, a Assembleia Constituinte – parlamento paralelo controlado pelo regime chavista – retirou a imunidade de cinco deputados da oposição liderada por Guaidó. Com a medida, subiu para 14 o número de parlamentares que serão processados por participar da tentativa de levante militar.

Chavismo nega perseguição, mas não permite imprensa

Militares da Guarda Nacional Bolivariana impedem acesso de jornalistas ao Parlamento da Venezuela — Foto: Ronaldo Schemidt/AFP Militares da Guarda Nacional Bolivariana impedem acesso de jornalistas ao Parlamento da Venezuela — Foto: Ronaldo Schemidt/AFP

Militares da Guarda Nacional Bolivariana impedem acesso de jornalistas ao Parlamento da Venezuela — Foto: Ronaldo Schemidt/AFP

O número dois do chavismo, Diosdado Cabello, negou perseguição e justificou o fechamento da sede da Assembleia por uma ameaça de bomba.

Normalmente, o palácio é guardado pela Guarda Nacional – também leal, até o momento, ao regime de Maduro. Nesta quarta-feira, os guardas impediram a entrada da imprensa, situação já ocorrida outras vezes.

"Eles não permitiram o acesso à imprensa e isso nos preocupa porque a mídia é um escudo para nós aqui dentro", declarou à AFP por telefone o parlamentar Arnoldo Benítez.

Na terça-feira, além dos agentes da Guarda Nacional, policiais e agentes do Sebin – o serviço de inteligência de Maduro – isolaram o Parlamento, o único poder nas mãos da oposição liderada por Guaidó.

EUA proíbem voos à Venezuela

Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, na Venezuela, em 17 de junho  — Foto: Federico Parra/ AFP Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, na Venezuela, em 17 de junho  — Foto: Federico Parra/ AFP

Passageiros aguardam no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Caracas, na Venezuela, em 17 de junho — Foto: Federico Parra/ AFP

O Departamento de Transporte dos Estados Unidos proibiu nesta quarta-feira os voos com destino ou saindo da Venezuela. A medida vale tanto para aviões de carga quanto para passageiros. Segundo o governo venezuelano, a proibição vale como "medida de segurança".

 

 

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