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Em menos de dois dias, fundos para vítimas do ataque a mesquitas na Nova Zelândia arrecadam R$ 12 milhões

Na sexta-feira 15 , um australiano de 28 anos atacou duas mesquistas em Christchurch, deixando pelo menos 50 mortos e 48 feridos, entre eles 20 em estado grave.

 

Menos de dois dias após um ataque a duas mesquistas deixar 50 mortos em Christchurch na Nova Zelândia, na sexta-feira (15), fundos abertos na internet para auxiliar as vítimas do massacre já arrecadaram mais de US$ 3 milhões, o equivalente a cerca de R$ 12 milhões. Além das famílias dos mortos, os fundos também serão direcionados ao auxílio aos 48 feridos no ataque – 20 deles estavam em estado grave na sexta.

Pelo menos cinco campanhas de arrecadação foram abertas em sites de financiamento coletivo. Elas são geridas por organizações da sociedade civil neozelandesas que apoiam vítimas de traumas e a comunidade muçulmana.

Há também exemplos de campanhas iniciadas para ajudar famílias específicas.

Até agora, o fundo que mais arrecadou dinheiro foi o do Conselho Neozelandês de Apoio a Vítimas, uma organização que ajuda pessoas que passaram por traumas. Ela recebeu mais de US$ 2 milhões (cerca de R$ 7,8 milhões) de 47 mil pessoas nesse período.

Já o Centro de Informação Islâmica da Nova Zelândia recebeu doações de 28 mil internautas, ultrapassando a marca de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,9 milhões).

Outras duas campanhas locais reuniram, juntas, quase US$ 50 mil, ou R$ 185 mil. Uma delas é o do Fundo da Comunidade Muçulmana de Canterbury, e o outro é a entidade de caridade Handshake People, de Auckland.

Omar Nabi mostra foto do pai, Haji Daoudi, vítima de atentado em Christchurch, Nova Zelândia, neste sábado (16) — Foto: Edgar Su/Reuters Omar Nabi mostra foto do pai, Haji Daoudi, vítima de atentado em Christchurch, Nova Zelândia, neste sábado (16) — Foto: Edgar Su/Reuters

Omar Nabi mostra foto do pai, Haji Daoudi, vítima de atentado em Christchurch, Nova Zelândia, neste sábado (16) — Foto: Edgar Su/Reuters

Repatriamento do corpo

Uma quinta campanha foi criada por uma pessoa física. É Aaron Savage, um neozelandês que abriu um financiamento coletivo online em nome de Omar Nabi, filho do afegão Haji-Daoud Nabi, um dos 50 mortos no ataque, segundo informações de parentes à imprensa local.

"Haji-Daoud Nabi foi assassinado a sangue frio no ataque terrorista de Christchurch", escreveu Aaron Savage na página de arrecadação. "Vamos ajudar a família a repatriar seu corpo ao Afeganistão."

Até a noite deste sábado (16), no horário de Brasília, 139 pessoas haviam doado US$ 5,5 mil (cerca de R$ 21 mil) para a família de Nabi, que tinha 5 filhos, era afegão e chegou à Nova Zelândia em 1977. Sua morte foi confirmada por outro de seus filhos, Yama Nabi, à CNN.

"Quero ajudar seu filho, meu amigo Ombar Nabi, a retornar o corpo de seu pai ao Afeganistão, e lhe dar o enterro que ele realmente merece", escreveu Savage.

Boa parte das vítimas do atentado eram pessoas que imigraram para a Nova Zelândia há muito ou pouco tempo, para fugir de guerras como a da Síria e do Afeganistão, ou em busca de um lugar melhor para viver. Além de estrangeiros, há crianças entre os mortos.

Resumo

  • Ataques a duas mesquitas de Masjid Al Noor e de Linwood na Nova Zelândia deixaram 50 mortos;
  • Outras 48 pessoas ficaram feridas, sendo 20 em estado grave;
  • 4 pessoas foram detidas na sexta: uma delas foi liberada no mesmo dia, e outras duas foram liberadas na noite de sábado por não terem ligação com o caso;
  • A polícia informou que o assassino é um australiano de 28 anos chamado Brenton Tarrant, que foi acusado formalmente por homicídio;
  • As autoridades ainda não divulgaram a identidade das vítimas, mas os familiares de algumas delas já vieram a público;
  • Numa das mesquitas, o homem armado com um rifle automático disparou contra a multidão;
  • Usando uma câmera no capacete, o assassino filmou e transmitiu ao vivo o massacre;
  • O Facebook eliminou as contas do criminoso e trabalha para remover cópias do vídeo;
  • Na rede, o homem se identificou como defensor da extrema-direita e contrário à imigração.

Ataques em mesquitas na Nova Zelândia — Foto:  Juliane Souza/G1 Ataques em mesquitas na Nova Zelândia — Foto:  Juliane Souza/G1

Ataques em mesquitas na Nova Zelândia — Foto: Juliane Souza/G1

ATAQUES A MESQUITAS NA NOVA ZELÂNDIA

  • 50 mortos e 48 feridos em massacre

  • Testemunhas contam o que viram

  • Quem são algumas das vítimas

  • Sandra Cohen: caldeirão de ódio nas redes sociais

  • Vídeos sobre os ataques

  • Repercussão

 

 

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