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Sorriso: Justiça fecha o cerco contra a exploração sexual infantil e prende casal que fazia sexo a três com filha adotiva

 

Casal preso acusado de praticar abuso sexual contra filha adotiva passou por audiência de custódia na tarde dessa sexta-feira. Segundo as autoridades, a garota, que hoje está com 14 anos de idade, vinha sendo abusada desde a infância. O juiz da Segunda Vara Criminal da Comarca de Sorriso, Anderson Candiotto decretou a prisão preventiva do casal pelo crime de estupro de vulnerável e falou à imprensa sobre este caso gravíssimo de exploração sexual infantil e disse que a justiça está fechando o cerco contra a pedofilia no município de Sorriso e região. “Infelizmente é mais um caso grotesco, bárbaro e repugnante de abuso sexual contra vulnerável, contra a criança e adolescente. Esse caso é a prova maior de que em nossa região e em nossa comarca em particular, esse tipo de crime tem aumentado de forma assustadora. A cada mês que passa, mais e mais casos de abusos chegam ao conhecimento das autoridades, do sistema criminal e da segurança pública. E cada vez mais esses crimes vem sendo praticados com requintes de crueldade e sadismo. São situações grotescas e abjetas que demonstram total vulnerabilidade e total situação de abuso extremo contra nossas crianças e adolescentes”.

Após a audiência de custódia, os acusados serão encaminhados para o sistema prisional, o homem para unidade destinada aos presos masculinos e a mulher para um presidio feminino.

Conheça o caso: http://www.radiosorriso.com.br/noticia/72031/policia-civil-de-sorriso-prende-pai-e-mae-suspeitos-de-estupra-a-filha-adotiva-desde-os-seis-06-anos-de-idade

Mudanças no comportamento:

O magistrado alertou que as pessoas próximas às crianças e adolescentes como parentes, professores e amigos observem os detalhes e mudanças no comportamento da criança ou adolescente. Segundo ele, a criança quando está submetida à violência, principalmente sexual, demonstra indícios de que está sofrendo. “A criança costuma ficar mais retraída, ela perde o rendimento escolar, passa a ficar mais agressiva, muda o seu comportamento, passa a ter maior desconfiança de ter contato com adultos estranhos ou da própria família, que possam representar algum perigo, a criança começa a cometer atos de mutilação, começa a se cortar, cortar pulso, cortar a perna com gilete, porque ela exterioriza o sofrimento emocional que está tendo. Todos esses são sinais que é preciso que a sociedade fique atenta pra denunciar para que esses casos rapidamente cheguem às bases da justiça e, para que essas pessoas que insistem nessas práticas criminosas paguem severamente por isso”.

Provas do crime:

Segundo o juiz, há provas cabais que comprovam o abuso praticado pelo casal, que praticava atos sexuais a três, com a menina desde que ela tinha a idade de 6 anos. “Existem provas, além do depoimento da vítima, provas documentais, mídias digitais que demonstram que essa menina foi submetida à exploração sexual por vários anos e que isso começou na tenra idade, ainda na primeira infância e que ela sofreu as mais variadas formas de abuso sexual. Ela imputa toda essa carga de abuso sexual aos seus pais adotivos e a documentação encaminhada para a justiça através de uma investigação rápida e muito eficiente da Polícia Judiciária Civil, deixa claro a existência desse crime. Por esse motivo o Poder Judiciário, seguindo parecer do Ministério Público decreta a prisão preventiva desse casal, tendo em vista a gravidade do crime. O quanto isso causa repulsa social, mas principalmente como meio de garantir a proteção a essa vítima. Há provas de que a menina vinha sendo inclusive ameaçada, colocada sob ambiente de constrangimento e opressão para que ela não revelasse a verdade, tanto é que num primeiro momento ela negou que fosse vítima de abuso e só depois que ela se viu livre o controle e da pressão de quem ela indica como os autores do abuso sexual, é que teve coragem de relatar os anos de barbaridade que ela vem vivendo”.

Outros abusos:

“Existem relatos na investigação de que outras pessoas do ciclo familiar dele foram abusadas por ele. E também há investigação nesse sentido que desde quando a filha adotiva foi retirada de casa, outros parentes foram chamados para próximo do casal, parentes com crianças nessa idade, idade perfil desse tipo de abuso, de 6 a 12 anos.

Como denunciar:

A promotora pública criminal, Maysa Fidélis alerta de que forma os abusos podem ser denunciados “Este é mais um caso que choca a sociedade de Sorriso e o Ministério Público está à disposição para todas as denúncias e irá combater com muito rigor este tipo de conduta. Existem órgãos que combatem a pedofilia, como a polícia, o Conselho Tutelar, o Ministério Público e o Disk 100, que qualquer pessoa pode ligar e denunciar. Todas as denúncias são registradas e repassadas ao MPE e todas serão investigadas. A vítima pode procurar uma pessoa de confiança, um professor, um colega, um adulto que possa ligar, ou procurar diretamente o MPE e fazer a denúncia e nós iremos agir com muito rigor, nós queremos combater esse tipo de crime em Sorriso. A legislação prevê um cuidado maior com o menor, a criança será abrigada, colocada em local seguro e nós poderemos retirar as provas e ouvi-la com segurança”.

Com informações de Heverton Luiz.

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