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Associações propõem que políticos franceses vivam 15 dias '''na pele de um pobre'''

Grupo de associações caritativas apresentou essa semana um projeto para criação de um estágio obrigatório de pobreza . Objetivo é fazer com que classe dominante entenda como é viver abaixo da linha da pobreza no país.

 
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Em pleno debate sobre a precariedade na França, um grupo de associações caritativas apresentou essa semana um projeto para a criação de um “estágio obrigatório de pobreza” visando os políticos. O objetivo é fazer com que a classe dominante enfrente uma imersão no quotidiano dos mais desfavorecidos para entender como é viver abaixo da linha da pobreza no país.

A ideia foi apresentada em uma das sessões do Grande Debate Nacional, maratona de encontros entre a população e os políticos, lançada na esteira da revolta dos “coletes amarelos”.

Durante uma dessas reuniões, nas quais são apresentadas reclamações e propostas contra a desigualdade social e econômica, dez delegações de associações caritativas sugeriram que deputados, senadores, ministros ou ainda funcionários públicos de alto escalão saiam de sua zona de conforto para entender como é a vida das 9 milhões de pessoas que se situam abaixo da linha da pobreza na França.

As associações consideram que a elite que administra o país vive em uma bolha e querem que, durante 15 dias, eles sejam obrigados a entrar “na pele de um pobre”. O programa consiste em passar o dia em locais de distribuição de comida, participar de rondas que recolhem pessoas marginalizadas e até passar a noite em abrigos para moradores de rua.

“Nesses últimos meses tenho ouvido muitas declarações de políticos sobre como vivem os pobres e o que eles precisam. Essa imersão na vida dos precários permitiria a alguns deles dizer menos besteiras e mentiras”, declarou Florent Gueguen, presidente da Federação dos atores da solidariedade, organismo que reúne 870 associações e que participou da elaboração da proposta.

Projeto será estudado pelo governo

O projeto foi apresentado diante do ministro encarregado da Moradia, Julien Denormandie, e da secretária de Estado responsável por temas ligados à solidariedade, Christelle Dubos. “Não prometo que tudo o que foi dito aqui será implementado, mas todas as ideias serão estudadas detalhadamente”, disse o ministro.

Ainda não se sabe se o projeto tem chances de ser concretizado, mas os representantes políticos já reagiram. Alguns dizem que se a medida for obrigatória, vão respeitar a regra. Mas a maioria tem criticado a ideia, mesmo que de forma anônima.

O deputado Bruno Bonnel, do partido do presidente Emmanuel Macron, foi um dos poucos que contestou abertamente o “estágio de pobreza”. Em entrevista ao canal de televisão LCI, ele alegou que é empresário e que isso faz com ele seja suficientemente conectado à realidade, sem precisar ser obrigado a um programa de imersão na pobreza.

 

 

 

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