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Ataques de extremistas contra muçulmanos já deixaram mortos na Noruega, Canadá e Reino Unido; relembre os casos

Existe a suspeita de que um dos assassinos que atacaram mesquitas na Nova Zelândia tenha sido inspirado por ideias da extrema direita.

 
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O atentado contra duas mesquitas nesta sexta-feira (15) na Nova Zelândia é um dos mais graves ataques contra muçulmanos em um país ocidental.

Existe a suspeita de que um dos assassinos da Nova Zelândia tenha deixado um manifesto em que defende a ideologia de extrema-direita e anti-imigração. Porém, a polícia neozelandesa não confirma que esse homem está entre os detidos.

Se confirmado o vínculo com ideias da extrema direita, o massacre da Nova Zelândia repetirá a motivação do massacre cometido pelo neonazista Anders Breivik na Noruega, em 2011.

Relembre os casos:

Noruega (2011)

Breivik foi condenado em 2012 a 21 anos de prisão pelo massacre de 77 pessoas na ilha de Utoya — Foto: Lise Aaserud/NTB Scanpix via AP Breivik foi condenado em 2012 a 21 anos de prisão pelo massacre de 77 pessoas na ilha de Utoya — Foto: Lise Aaserud/NTB Scanpix via AP

Breivik foi condenado em 2012 a 21 anos de prisão pelo massacre de 77 pessoas na ilha de Utoya — Foto: Lise Aaserud/NTB Scanpix via AP

Em 22 de julho de 2011, o militante da extrema-direta Anders Behring Breivik cometeu dois ataques que deixaram 77 mortos na Noruega.

Primeiro, Breivik detonou uma bomba em Oslo, perto da sede do governo, matando oito pessoas com a explosão.

Depois, ele atirou durante mais de uma hora contra cerca de 600 jovens do Partido Trabalhista que participavam de um acampamento de verão na pequena ilha de Utoya, a 40 km da capital, matando 69 pessoas.

Ele foi detido no mesmo dia e, depois, foi condenado a 21 anos de prisão, uma pena que pode ser prolongada indefinidamente.

Desde sua detenção, Breivik não parou de ressaltar suas opiniões extremistas, inclusive com a saudação nazista diante dos juízes ou jurando "combater pelo nazismo" até sua morte.

O norueguês, islamofóbico e antimarxista, explicou em um manifesto, publicado na internet no dia dos ataques, que preparou o projeto por vários anos. Se apresentava como cristão conservador, "exposto durante décadas à doutrinação multicultural".

Canadá (2017)

Área próxima à mesquita é isolada em Quebec — Foto: Mathieu Belanger/Reuters Área próxima à mesquita é isolada em Quebec — Foto: Mathieu Belanger/Reuters

Área próxima à mesquita é isolada em Quebec — Foto: Mathieu Belanger/Reuters

Em 29 de janeiro de 2017, no Canadá, um homem de 27 anos abriu fogo contra muçulmanos reunidos para a última oração do dia na mesquita de Quebec. Seis morreram e 35 ficaram feridos.

O agressor, Alexandre Bissonnette, um estudante com ideias nacionalistas mas que não estava filiado a um movimento, foi detido. Em fevereiro de 2019 ele foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de libertação antes de 40 anos.

O massacre, classificado como "atentado terrorista" pelo primeiro-ministro Justin Trudeau, era até agora o mais violento ataque contra um local de culto muçulmano no Ocidente.

Reino Unido (2017)

Homens oram após motorista atropelar pessoas em frente a mesquita em Finsbury Park, no norte de Londres — Foto: Neil Hall/Reuters Homens oram após motorista atropelar pessoas em frente a mesquita em Finsbury Park, no norte de Londres — Foto: Neil Hall/Reuters

Homens oram após motorista atropelar pessoas em frente a mesquita em Finsbury Park, no norte de Londres — Foto: Neil Hall/Reuters

Em 19 de junho de 2017, no Reino Unido, um galês de 48 anos atropelou com uma caminhonete um grupo de muçulmanos na saída da oração noturna do Ramadã, perto da mesquita de Finsbury Park, Londres. O ataque deixou um morto e 12 feridos.

O autor, Darren Osborne, motivado por um ódio pessoal contra os muçulmanos e que se radicalizou nas semanas precedentes ao ataque, foi condenado à prisão perpétua em fevereiro de 2018.

 

 

 

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