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Secretário de Estado dos EUA exige que militares da Venezuela deixem ajuda humanitária entrar

Grupo de militares bloqueia ponte na fronteira com a Colômbia para impedir chegada de alimentos e remédios. Maduro diz que ajuda humanitária é pretexto para invasão .

 
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O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, exigiu nesta quarta-feira (6) que os militares da Venezuela deixem entrar a ajuda humanitária internacional. Mais cedo, um grupo aliado de Nicolás Maduro bloqueava uma ponte na fronteira com a Colômbia para impedir a chegada de alimentos e remédios.

"O povo venezuelano precisa desesperadamente de ajuda humanitária. Os Estados Unidos e outros países estão tentando ajudar, mas o Exército da Venezuela, sob as ordens de Maduro, está bloqueando a ajuda com caminhões e navios-tanque", escreveu no Twitter o secretário de Estado americano.

"O regime de Maduro deve DEIXAR QUE A AJUDA CHEGUE AO POVO FAMINTO", acrescentou, enfatizando o seu pedido com letras maiúsculas.

Ajuda humanitária à Venezuela

Líder da oposição venezuelana e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, dirige sessão na Assembleia Nacional na terça-feira (5) — Foto: Juan Barreto / AFP Líder da oposição venezuelana e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, dirige sessão na Assembleia Nacional na terça-feira (5) — Foto: Juan Barreto / AFP

Líder da oposição venezuelana e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, dirige sessão na Assembleia Nacional na terça-feira (5) — Foto: Juan Barreto / AFP

O opositor Juan Guaidó, reconhecido por 40 países como presidente interino e única autoridade legítima no país, promove a entrada de assistência humanitária ao povo da Venezuela, apoiado por Estados Unidos, Brasil e Colômbia.

Mas, na terça-feira, uma ponte fronteiriça entre as cidades de Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela) foi bloqueada com um caminhão-cisterna e dois contêineres, em uma operação que o parlamentar Franklyn Duarte atribuiu às Forças Armadas.

"Aqui na Venezuela não vai entrar ninguém, nem um soldado invasor", afirmou Maduro, que vê na ajuda um pretexto para uma suposta invasão ao país.

Ponte Tienditas entre Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela) foi bloqueada na terça-feira (5) — Foto:  Colombian Migration Office / AFP Ponte Tienditas entre Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela) foi bloqueada na terça-feira (5) — Foto:  Colombian Migration Office / AFP

Ponte Tienditas entre Cúcuta (Colômbia) e Ureña (Venezuela) foi bloqueada na terça-feira (5) — Foto: Colombian Migration Office / AFP

Os Estados Unidos buscam a saída do poder de Maduro, cujo mandato considera "ilegítimo" e o qual responsabiliza pela aguda crise econômica que atravessa a outrora potência petroleira, que forçou a saída de pelo menos 2,3 milhões de pessoas desde 2015, segundo a ONU.

O presidente norte-americano, Donald Trump, não descartou a possibilidade de intervenção militar na Venezuela, insistindo que "todas as opções estão sobre a mesa" para "restaurar a democracia" nesse país.

No discurso do Estado da União, na madrugada desta quarta-feira, Trump elogiou Guaidó e reafirmou o apoio ao líder oposicionista. Em seguida, o presidente norte-americano emendou: "Os EUA nunca serão um país socialista".

Oposição venezuelana acusa governo de impedir de entrada da ajuda humanitária

Oposição venezuelana acusa governo de impedir de entrada da ajuda humanitária

Pompeo se reúne com chanceler do Brasil

O ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo encontra o secretário de Estado Mike Pompeo em Washington  — Foto: AP/Sait Serkan Gurbuz O ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo encontra o secretário de Estado Mike Pompeo em Washington  — Foto: AP/Sait Serkan Gurbuz

O ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo encontra o secretário de Estado Mike Pompeo em Washington — Foto: AP/Sait Serkan Gurbuz

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, reuniu-se na terça-feira com Mike Pompeo, em Washington. O chanceler brasileiro comentou que entre os assuntos discutidos estiveram a situação na Venezuela e a visita do presidente Jair Bolsonaro aos EUA, que deve ocorrer em março. Araújo disse esperar que a viagem "consolide uma nova parceria" entre os dois países e que "certamente incluirá iniciativas econômicas muito fortes".

Sobre a Venezuela, o ministro brasileiro disse que ele e Pompeo falaram sobre como podem tentar influenciar as forças armadas venezuelanas a passarem para o lado do autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, permitindo uma transição que tire Nicolás Maduro do poder.

Bolton acusa chavistas de 'esbanjamento'

John Bolton fala sobre a política dos EUA para a américa Latina — Foto: Emily Michot/Miami Herald via AP John Bolton fala sobre a política dos EUA para a américa Latina — Foto: Emily Michot/Miami Herald via AP

John Bolton fala sobre a política dos EUA para a américa Latina — Foto: Emily Michot/Miami Herald via AP

O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, acusou nesta quarta-feira pessoas do entorno do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de viverem uma vida de "esbanjamento" na Europa e desviar riquezas para Cuba enquanto bloqueiam a ajuda humanitária para o povo venezuelano.

"Maduro e seus seguidores vivem uma vida de esbanjamento na Europa e enriquecem seus patrões em Cuba enquanto saqueiam a riqueza da Venezuela", escreveu Bolton em sua conta oficial no Twitter.

"Enquanto isso, estão bloqueando fisicamente a assistência humanitária para o povo venezuelano, inclusive os militares", emendou.

Bolton também disse que os EUA poderiam suspender sanções contra militares graduados da Venezuela se eles reconhecerem o governo de Guaidó.

 

 

 

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