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ECONOMIA

Aumento de 877% na contribuição do algodão ao Fethab corrige ‘distorção’

 
Secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo afirmou, em entrevista ao jornal A Gazeta, que o aumento de 877% na contribuição ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) sobre a produção do algodão foi uma decisão tomada para corrigir uma “distorção” anterior.

Atualmente, o valor cobrado da cultura de algodão é de 20% da Unidade de Padrão Fiscal (UPF) para cada tonelada do produtor. Se o projeto encaminhado à Assembleia Legislativa for aprovado, a contribuição passará a ser de 200%.   

“Fizemos uma opção bem clara, porque, no algodão, havia uma distorção, um recolhimento muito pequeno em relação aquilo que é a participação do algodão hoje no mercado em Mato Grosso”, argumentou. 

Gallo não descarta também que o aumento da taxação sobre o algodão incentive a industrialização do setor, impedindo a alta remessa da produção primária ao exterior. Nestes casos, o algodão é vendido por um preço menor, já que tem baixo valor agregado. Como a contribuição para o Fethab sobre o algodão é menor quando é vendido no mercado interno, o projeto do novo Fundo aumenta as chances do produto ficar e ser beneficiado em Mato Grosso.

“[O projeto] pode trazer neste aspecto um estímulo para o setor do algodão, que ao invés de exportar em pluma, de repente, pode exportar já em fio”, prevê o secretário.

A criação de alíquotas para exportação, segundo Gallo, servirá não só para aumentar arrecadação, mas também para fazer com que muitos produtores evitem de pedir a recomposição do ICMS cobrado no Estado, quando se trata de produtos exportados.

Antes do novo Fethab, os produtores tinham a produção taxada internamente até a chegada no porto para exportação. Precisavam, então, aguardar de 6 a 7 meses para conseguir a recomposição do ICMS cobrado, com base na Lei Kandir. Agora, se escolher contribuir com o Fethab, a cobrança interna de ICMS será isenta.


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