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Ministro do Interior da Itália chama prisão de Battisti de ‘presente’ e agradece à polícia e ao governo brasileiros

Em coletiva, Matteo Salvini agradeceu à polícia e ao governo e afirmou que a chegada de Battisti já está sendo preparada. Ele será expulso da Bolívia diretamente para a Itália.

 

O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, agradeceu ao trabalho da polícia que realizou a prisão de Cesare Battisti na Bolívia. Ele chamou o fato de “um grande presente a 60 milhões de italianos”.

“Estamos preparando a chegada desse criminoso maldito à Itália amanhã. Obrigado a todos que possibilitaram essa mudança, ao novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que tirou a proteção, porque ele é um assassino, não um escritor ou ideólogo”, disse Salvini em coletiva de imprensa.

O primeiro ministro italiano, Giuseppe Conte, confirmou que Cesare Battisti não passa pelo Brasil antes de ser extraditado para a Itália. Ele será entregue às autoridades italianas no aeroporto internacional Viru Viru em Santa Cruz de La Sierra, onde Battisti foi preso pela polícia boliviana neste sábado (12).

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Como a entrada de Battisti na Bolívia foi ilegal, a expulsão dele foi requerida pela Itália e acatada pelo governo boliviano. O plano inicial incluia a volta de Battisti ao Brasil em um avião da Polícia Federal, para depois ser extraditado para a Itália.

Entenda o caso

Battisti foi condenado à prisão perpétua em 1993 sob a acusação de ter cometido quatro assassinatos na Itália nos anos 1970.

Battisti fugiu da Itália, viveu na França e chegou ao Brasil em 2004. Ele foi preso no Rio de Janeiro em março de 2007 e, dois anos depois, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio.

Em 2007, a Itália pediu a extradição dele e, no fim de 2009, o STF julgou o pedido procedente, mas deixou a palavra final ao presidente da República. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a extradição.

Em setembro de 2017, o governo italiano pediu ao presidente Michel Temer que o Brasil revisasse a decisão sobre Battisti.

No fim do ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF que desse prioridade ao julgamento que poderia resultar na extradição.

Um mês depois do pedido da PGR, o ministro Luiz Fux, mandou prender o italiano e abriu caminho para a extradição, no início de dezembro.

Na decisão, o ministro autorizou a prisão, mas disse que caberia ao presidente extraditar ou não o italiano porque as decisões políticas não competem ao Judiciário.

No dia seguinte da decisão de Fux, o então presidente Michel Temer autorizou a extradição de Battisti.

Desde então, a PF deflagrou uma série de operações para prender Battisti. No final de dezembro, a PF já tinha feito mais de 30 operações na tentativa de localizar o italiano.

Battisti nega envolvimento com os homicídios e se diz vítima de perseguição política. Em entrevista em 2014 ao programa Diálogos, de Mario Sergio Conti, na GloboNews, ele afirmou que nunca matou ninguém.

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