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Semsa distribui repelentes para grávidas em unidades básicas de saúde de Santarém

Medida visa prevenir doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como Zika vírus.

 

Gestantes atendidas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Santarém, no oeste do Pará, estão recebendio doações de repelentes enviados pelo Ministério da Saúde e repassados ao município Secretaria de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa), com o objetivo de disponibilizar um cuidado a mais e prevenir doenças como dengue, chikungunya e zika vírus.

A preocupação com a contaminação pelo zika vírus aumenta nos períodos de chuva. Nas gestantes acometidas pelo zika vírus, a doença pode causar microcefalia em bebês.

Todas as gestantes que fazem o pré-natal nas UBS's santarenas recebem o repelente, que é distribuído pelo Centro de Abastecimento Farmacêutico (CAF), da Semsa, a todas as unidades.

De acordo com o farmacêutico do CAF, Alexandre Ribas, cada gestante recebe até 3 frascos de repelente por mês e a duração de proteção do repelente distribuído nas unidades de saúde é de até 10 horas. "Essa é uma medida preventiva e todas as gestantes que fazem o pré-natal nas nossas UBS's devem solicitar o repelente. A intenção é evitar qualquer complicação tanto para as grávidas quanto para os bebês, durante e após a gestação", explicou o farmacêutico.

Em 2018, de acordo com dados da Divisa, foram registrados em Santarém dois casos de zyka que foram tratados no Hospital Regional do Baixo Amazonas, sendo eles mãe e o filho recém-nascido. Foi registrado ainda um caso de dengue e nenhum caso de chikungunya.

Sobre o zika vírus

A zika é uma doença viral caracterizada pelo quadro clínico de febre, presença de manchas vermelhas na pele com coceira, olhos vermelhos sem coceira e sem secreção, dores musculares e nas articulações.

A microcefalia não é um agravo novo. Trata-se de uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, que habitualmente é igual ou superior a 32 cm.

A microcefalia foi considerada uma consequência do zika vírus após o Ministério da Saúde (MS) confirmar a relação entre ele e o surto de microcefalia na região Nordeste. O Instituto Evandro Chagas, órgão do MS em Belém (PA), encaminhou o resultado de exames realizados em um bebê, nascido no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos, foi identificada a presença do vírus zika. A partir desse achado do bebê que veio à óbito, o Ministério da Saúde considera confirmada a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia.

As investigações sobre o tema continuam com a intenção de esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.

O achado reforça o chamado para uma mobilização social para conter o mosquito transmissor, o aedes aegypti, responsável pela disseminação doença. Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental. O tipo e o nível de gravidade da sequela variam em cada caso.


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