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Academia Sueca aceita retorno de 2 membros que tinham se afastado por escândalo

Peter Englund e Kjell Espmark, que tinham abandonado instituição após escândalo sexual, anunciaram volta nesta quinta-feira.

 
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Peter Englund e Kjell Espmark, que tinham abandonado de forma temporária a Academia Sueca em abril pelo escândalo sexual e de vazamentos que a afeta, anunciaram nesta quinta-feira que voltaram à instituição que concede o prêmio Nobel de Literatura.

Nos últimos nove meses, cinco acadêmicos renunciaram de forma definitiva ao posto, enquanto outros quatro se afastaram das atividades diárias. Três deles participaram das votações para facilitar o quórum e permitir a escolha de outros três novos membros.

"Chegamos a um ponto em que continuar com a tarefa de reforma só é possível dentro da Academia. Por isso, decidimos voltar a participar do trabalho interno", assinalaram em comunicado Espmark e Englund, esse último secretário da instituição entre 2009 e 2015.

Ambos ressaltaram a reforma estatutária e a introdução de regras mais rígidas sobre imparcialidade, como mostras da vontade da instituição de superar uma crise histórica, refletida na decisão de adiar pela primeira vez em sete décadas a entrega do Nobel de Literatura.

Com os regressos, a Academia conta agora com 14 membros ativos, faltando esclarecer a situação da ex-secretária Sara Danius, que renunciou em abril, e de Katarina Frostenson, esposa do artista francês Jean-Claude Arnault, o protagonista principal do escândalo.

Após Frostenson rejeitar a renúncia voluntária, a Academia divulgou em dezembro um relatório de um escritório de advocacia que concluía que a escritora tinha violado os estatutos ao vazar a Arnault em várias ocasiões os ganhadores do Nobel e diversas nomeações, por isso a sua exclusão estava justificada.

Frostenson rejeitou nesta semana, através de seu advogado, as acusações, mas se mostrou disposta a renunciar para facilitar a renovação da instituição, embora em troca de uma compensação financeira cuja quantia não foi revelada.

A origem do caso são as denúncias por abuso sexual feitas em novembro de 2017 no "Dagens Nyheter", o maior jornal sueco, por 18 mulheres contra uma "personalidade cultural" muito próxima à Academia, depois identificada como Jean-Claude Arnault. A reportagem afirmava que Arnault tinha cometido abusos no seu clube literário e em propriedades da Academia.

A instituição cortou a relação e encarregou uma auditoria, que concluiu que o apoio econômico recebido da academia pelo seu clube literário descumpre as regras de imparcialidade ao ser a sua esposa coproprietária e integrante da instituição.

O tribunal de Apelação de Estocolmo condenou no mês passado Arnault a dois anos e meio de prisão por dois casos de estupro contra uma mulher cometidos em outubro de 2011. EFE

 

 

 

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