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Número crescente de crianças e adolescentes com transtornos mentais preocupa rede de atendimento

Santarém ainda não tem o CAPSi que é um equipamento da rede de saúde voltado ao cuidado e proteção à criança e ao adolescente.

 
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É cada vez maior no dia a dia das atividades do CAPS II (Centro de Atendimento Psicossocial) mantido pelo estado em Santarém, oeste do Pará, o atendimento a crianças e adolescentes com transtornos mentais, embora a unidade seja especializada no atendimento de adultos, pelo fato do município ainda não ter implantado o CAPSi (Centro de Atendimento Psicossocial Infanto-Juvenil) voltado ao cuidado e proteção à criança e ao adolescente.

“Temos recebido cada vez mais um público crescente de crianças e adolescentes apresentando transtornos mentais, muitas vezes até severos e persistentes, depressões graves. Há um aumento visível para toda a sociedade do número de suicídios, principalmente entre jovens, consumo abusivo de álcool com adição de outras drogas. Então, chega esse público sim”, relatou a enfermeira Érica Couto, do CAPS II.

Segundo Érica, o CAPS II tem um perfil de atendimento grupal adulto. Mas os equipamentos de saúde mental que compõem o CAPS devem atender o público que os procura. O recomendado é que em Santarém se implante um CAPSi para atender especificamente transtornos da infância e da adolescência, porque é um tipo de atendimento muito diferenciado do público adulto em todas as modalidades de abordagem.

Érica informou que o projeto para implantação do CAPSi em Santarém já foi aprovado, que existe recomendação do Ministério Público do Pará (MPPA) para que o equipamento seja iado em Santarém, mas cabe à gestão municipal tirar o projeto do papel.

O CAPS II atende pacientes portadores de transtornos mentais severos e persistentes, pacientes que estão desenvolvendo algum transtorno mental ou que estão tendo prejuízos em várias áreas da sua vida diária. Esses pacientes têm um perfil de acompanhamento multiprofissional.

“O CAPS II trabalha na perspectiva de base comunitária e oferta serviços com equipe multiprofissional, com atendimentos individuais e grupais que são extremamente efetivos no tratamento, e oferta oficinas terapêuticas com trabalhos manuais. As oficinas são pensadas também para a reinserção dessas pessoas no mercado de trabalho”, disse Érica.

Janeiro Branco

O atendimento à saúde mental em Santarém, será tema de uma roda de conversa sobre políticas públicas de saúde mental na atenção básica que a Secretaria de Saúde do Estado do Pará promove por meio do CAPS II, no dia 25, no auditório da Sespa, como parte da programação do “Janeiro Branco”.

A enfermeira Érica Couto explicou que a campanha do “Janeiro Branco” vem trazer de uma forma mais ampliada a discussão sobre saúde mental em todos os segmentos da sociedade. O objetivo é fazer com que as pessoas entendam que saúde mental deve ser uma preocupação de todos.

“Quando a gente fala em promoção da saúde mental, a gente tem que discutir como é que estão os equipamentos que fazem o atendimento em saúde mental no município, o que estão fazendo, como funciona essa rede cada vez mais necessária para a construção de uma saúde mental e da própria qualidade de vida dos indivíduos”, destacou Érica.

Para participar da roda de conversa que é aberta ao público em geral, os interessados devem procurar o CAPS II, na Trav. Dom Amando entre Borges Leal e Marechal Rondon, bairro Santa Clara de segunda a sexta-feira. Para se inscrever é necessário levar um quilo de alimento não perecível.

“É um espaço aberto onde será possível desconstruir alguns mitos, e sobretudo, construir uma rede de cuidados mais fortalecida para promoção de saúde mental. Temos que pensar sempre na construção da saúde mental e na construção de uma felicidade maior. O 'Janeiro Branco' vem propor não só uma discussão sobre o tratamento em saúde mental, mas sobretudo, construir espaços de promoção de saúde mental e emocional dos indivíduos na sociedade em geral”, finalizou Érica.

 

 

 

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