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Turquia inicia julgamento dos suspeitos do assassinato do embaixador da Rússia em 2016

Andrei Karlov foi morto a tiros por um policial turco fora do serviço durante a abertura de uma exposição no centro da capital turca.

 
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O julgamento de 28 pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato do embaixador da Rússia na Turquia, em 2016, começou nesta terça-feira (8). O governo turco acredita que houve participação de seu inimigo jurado, o clérigo Fethullah Gülen.

O embaixador Andrei Karlov foi assassinado em 19 de dezembro de 2016 por um policial turco, que não estava de serviço naquele dia. O crime ocorreu durante a abertura de uma exposição no centro da capital turca.

O atirador olha para pessoas que se protegem após o embaixador russo Andrei Karlov ser morto a tiros em Ancara, na Turquia — Foto: AFP O atirador olha para pessoas que se protegem após o embaixador russo Andrei Karlov ser morto a tiros em Ancara, na Turquia — Foto: AFP

O atirador olha para pessoas que se protegem após o embaixador russo Andrei Karlov ser morto a tiros em Ancara, na Turquia — Foto: AFP

O assassino, identificado como Mevlüt Mert Altintas, gritou "Allahu Akbar" (Alá é grande, em árabe) e disse querer se vingar pela situação em Aleppo, prestes a ser completamente tomada pelo regime da Síria com o apoio de Moscou. Ele foi abatido pelas forças de segurança no local do crime.

Quase imediatamente depois do ataque, a Turquia apontou a rede do clérigo Fethullah Gülen como culpada, responsabilizando-a também pelo frustrado golpe de Estado de 15 de julho de 2016. As autoridades turcas consideram a rede um "grupo terrorista".

Tensão na Turquia

Clérigo muçulmano Fethullah Gülen vive exilado nos EUA desde 1999 — Foto: Reuters/Charles Mostoller/File Photo Clérigo muçulmano Fethullah Gülen vive exilado nos EUA desde 1999 — Foto: Reuters/Charles Mostoller/File Photo

Clérigo muçulmano Fethullah Gülen vive exilado nos EUA desde 1999 — Foto: Reuters/Charles Mostoller/File Photo

O assassinato do embaixador Karlov sacudiu o país, que estava se recuperando da violenta tentativa de golpe alguns meses antes e depois de ser alvo de uma série de atentados.

Doze dos 28 suspeitos julgados são acusados por "pertencimento a uma organização terrorista", e os demais, por "tentativa de derrubar a ordem constitucional" e por tentativa de assassinato "com um objetivo terrorista", segundo o auto de acusação.

Ainda de acordo com este documento, o objetivo do assassinato foi criar um "entorno de caos" e "romper" as relações bilaterais entre Turquia e Rússia, ao provocar um conflito entre os dois países.

O procurador de Ancara pede prisão perpétua para todos os acusados.

O crime ocorreu quando as relações entre Ancara e Moscou estavam muito tensas, depois da crise deflagrada pela destruição de um bombardeiro russo por parte da aviação turca, em novembro de 2015, acima da fronteira turco-síria.

 

 

 

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