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França tem protestos de estudantes e teme '''grande violência''' no fim de semana

Estudantes manifestam apoio aos coletes amarelos. Grande manifestação é esperada para o sábado em Paris, onde o comércio recebeu proteção física e pontos turísticos estarão fechados.

 
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Estudantes franceses voltaram às ruas nesta sexta-feira (7), engrossando o movimento iniciado pelos "coletes amarelos" para protestar contra medidas do presidente Emmanuel Macron.

Manifestantes ocuparam a estrada A2, que liga Paris a Bruxelas, na região de Fontaine-Notre-Dame. Em Toulouse, no sul do país, um protesto foi dispersado pela polícia, que usou gás lacrimogêneo, de acordo imagens divulgadas pela Reuters.

Uma grande manifestação está convocada para o sábado, e em Paris diversos museus, a Ópera de Paris e muitas lojas que ficam nos arredores da Avenida Champs-Elysées, a mais famosa da cidade, fecharão por medida de segurança, já que as autoridades temem "grande violência" e muitos atos de vandalismo.

O primeiro-ministro da França, Édouard Phillipe, disse que o governo montará um "esquema excepcional" diante do temor de que o protesto termine mais uma vez em violência no centro da cidade.

Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar manifestação nesta sexta-feira (7) em Toulouse, na França — Foto: Twitter/Owen Huchon/via Reuters Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar manifestação nesta sexta-feira (7) em Toulouse, na França — Foto: Twitter/Owen Huchon/via Reuters

Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar manifestação nesta sexta-feira (7) em Toulouse, na França — Foto: Twitter/Owen Huchon/via Reuters

Os protestos dos chamados "coletes amarelos", item obrigatório para os veículos franceses, nasceu no interior no país no dia 17 de novembro e chegou às grandes cidades depois que ganhou força nas redes sociais. A principal reivindicação era a revogação do aumento dos impostos sobre os combustíveis, que acabou sendo suspenso pelo governo.

Mas as manifestações continuaram, e o movimento evoluiu para uma revolta geral contra o presidente Emmanuel Macron, que muitos criticam por implementar políticas que favoreceriam apenas os membros mais ricos da sociedade francesa.

Milhares de estudantes também protestaram nesta sexta contra mudanças na Educação e manifestaram apoio aos "coletes amarelos". Centenas de escolas foram bloqueadas desde a quinta-feira. Segundo a imprensa francesa, mais de 700 estudantes foram presos.

Milhares de estudantes protestam na França

Milhares de estudantes protestam na França

Um vídeo que mostra jovens algemados e cercados pela polícia após uma intervenção no liceu Saint-Exupéry, em Mantes-la-Jolie, periferia de Paris, está repercutindo nas redes sociais e causa indignação da opinião pública. Assista abaixo:

Em Paris, moradores e turistas se preparam para uma possível nova onda de violência. Funcionários de lojas instalam painéis de madeira para proteger as vitrines. Homens carregam chapas de compensado para proteger os estabelecimentos comerciais. Nos canteiros de obras, funcionários escondem máquinas, ferramentas e produtos inflamáveis.

Manifestantes dos coletes amarelos ocupam nesta sexta-feira (7) ilha de tráfego perto da estrada A2, que liga Paris a Bruxelas, na altura de Fontaine-Notre-Dame — Foto: Pascal Rossignol/Reuters Manifestantes dos coletes amarelos ocupam nesta sexta-feira (7) ilha de tráfego perto da estrada A2, que liga Paris a Bruxelas, na altura de Fontaine-Notre-Dame — Foto: Pascal Rossignol/Reuters

Manifestantes dos coletes amarelos ocupam nesta sexta-feira (7) ilha de tráfego perto da estrada A2, que liga Paris a Bruxelas, na altura de Fontaine-Notre-Dame — Foto: Pascal Rossignol/Reuters

Cerca de 8 mil membros das forças de segurança foram mobilizados apenas em Paris. Além disso, uma célula de crise será ativada, e 2 mil elementos do mobiliário urbano foram desmontados, segundo a prefeita Anne Hidalgo.

A Torre Eiffel e o Museu do Louvre estarão fechados, assim como as lojas de departamentos no bairro da Ópera e as lojas nos Champs-Élysées, principal ponto de tensão.

Homens instalam placa de madeira em vitrine de loja na avenida Champs-Elysees nesta sexta-feira (7), véspera de novos protesto dos coletes amarelos em Paris — Foto: Francois Mori/ AP Photo Homens instalam placa de madeira em vitrine de loja na avenida Champs-Elysees nesta sexta-feira (7), véspera de novos protesto dos coletes amarelos em Paris — Foto: Francois Mori/ AP Photo

Homens instalam placa de madeira em vitrine de loja na avenida Champs-Elysees nesta sexta-feira (7), véspera de novos protesto dos coletes amarelos em Paris — Foto: Francois Mori/ AP Photo

"Pediram que recolhêssemos tudo o que pudesse ser usado como arma", explica Aziz, um agente do serviço de limpeza pública da prefeitura de Paris, carregando de sucata de metal seu caminhão estacionado em uma rua perto dos Champs-Élysées.

Não muito longe, dois de seus colegas desmontam as grades de ferro fundido que cercam as árvores da avenida Malesherbes, invadida em 1º de dezembro por vândalos.

PROTESTOS DOS COLETES AMARELOS NA FRANÇA

  • Como o movimento juntou direita e esquerda contra Macron

  • Semelhanças e diferenças para os protestos de 2013 no Brasil

  • Líder de Maio de 1968 condena 'coletes amarelos'

  • Da Holanda à Bulgária, 'coletes amarelos' surgem por toda a Europa

 

 

 

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