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Morre aos 95 anos Belisario Betancur, ex-presidente da Colômbia

Hospital confirmou morte nesta tarde. Atual vice-presidente prestou homenagem antes do falecimento.

 
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Morreu na tarde desta sexta-feira (7) o ex-presidente da Colômbia Belisario Betancur. Ele governou o país entre 1982 e 1986, um dos períodos mais conturbados da história colombiana por causa do conflito armado. O hospital Fundação Santa Fé declarou o falecimento do ex-presidente por volta das 14h30 (18h30, em Brasília).

No fim da noite de quinta-feira, a atual vice-presidente da Colômbia, Marta Lucía Ramírez, havia publicado por engano uma mensagem póstuma dedicada a Betancur, antes da confirmação da morte. Ela se retratou em seguida.

Confirmada a morte, o atual presidente, Iván Duque, homenageou Betancur no Twitter: "Lamento profundamente a morte de um grande amigo, um grande colombiano, o ex-presidente Belisario Betancur. Seu legado na política, na nossa história, na cultura é um exemplo para todas as gerações futuras".

No governo, Betancur enfrentou a tomada do Palácio de Justiça em pleno centro da capital Bogotá pela extinta guerrilha M19. O confronto deixou 99 mortos, no auge do narcotráfico.

Além disso, esteve no comando quando houve a avalanche causada pelo degelo de um vulcão coberto de neve que matou 25 mil habitantes da população andina de Armero.

Tentativa de diálogo

Em meio às dificuldades, Betancur foi o primeiro presidente a convocar ao diálogo as organizações rebeldes surgidas nos anos 1960. Ele dizia, posteriormente, que gostaria de ter selado a paz no país

Contudo, demorou décadas para que a Colômbia vivesse dias mais pacíficos. Somente em 2016, durante o governo do liberal Juan Manuel Santos, as Farc baixaram as armas.

"Grande patriota, grande amigo e grande exemplo de caráter, honestidade e humildade (...) A Colômbia, agradecida, o recordará para sempre", escreveu Juan Manuel Santos.

O líder opositor de esquerda Gustavo Petro, que militou na ex-guerrilha M-19, combatida pelo governo de Belisario Betancur, recordou o frustrado processo de paz empreendido pelo ex-presidente.

"Estive na Praça de Bolívar no dia da sua posse. Era do M19 e tinha 22 anos. Levantava um cartaz que dizia 'Paz' e tinha muitos sonhos. Quando acabou o seu governo, eu estava preso e havia sido torturado. A paz não havia sido mais que um desenho na parede", afirmou.

 

 

 

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