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Projeto de inovação tecnológica de piscicultura é apresentado na II ExpoEetepa, em Oriximininá

O grupo montou uma maquete representando um sistema intensivo de criação de peixe dentro de uma pequena propriedade rural.

 
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Um projeto de inovação tecnológica de piscicultura foi apresentado por estagiárias do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em Oriximiná, oeste do Pará, na terça-feira (4). O evento prossegue até quinta-feira (6), na sede da instituição de ensino, com o tema “Da Natureza à Tecnologia: Uma Mostra dos Projetos Técnicos e Científicos Desenvolvidos na Eetepa Oriximiná”.

As estagiárias cursaram Técnica em Agropecuária na Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (Eetepa) e sob a orientação do engenheiro de Pesca da Emater, Jovelino Itapirema, o grupo de cinco alunas montou uma maquete representando um sistema intensivo de criação de peixe dentro de uma pequena propriedade rural.

“O sistema intensivo é bem minucioso e profissionalizado, ao contrário do extensivo, no qual o produtor cria espécies aleatoriamente, sem ferramentas ou intervenções. No intensivo, há programação de despesca, acompanhamento dos alevinos, tratamento químico da água e biometria. O intensivo é uma cadeia produtiva rentável e compensatória para o agricultor familiar”, explicou o engenheiro.

Um dos equipamentos projetados na maquete foi um areador para oxigenação da água. O custo estimado de aquisição do equipamento, de acordo com Jovelino Itapirema, é R$ 1 mil.

Produção familiar

Em Oriximiná, a piscicultura é uma atividade em expansão na agricultura familiar. Atualmente, a Emater atende com regularidade 15 famílias, que cultivam, sobretudo, tambaqui e pirarucu, em geral no sistema semi-intensivo, com transição para o intensivo, a partir de capacitação contínua e possibilidade de acesso ao crédito rural.

Os estagiários também atuam como agentes multiplicadores, no ambiente acadêmico e nas suas comunidades de origem. A maioria nasceu na zona rural ou tem relação indireta com a agricultura familiar do município. Só este ano, a Emater de Oriximiná já recebeu 49 estagiários – de nível médio e superior -, por meio de convênios com instituições de ensino.

Para Jovelino Itapirema, o caráter pedagógico da Emater em um município como Oriximiná está na perspectiva da extensão rural. “Extensionismo é também enriquecer os valores da comunidade, as tradições, e mostrar como é importante a tecnologia interagir nessa contextualização. Assim como entendemos que a troca de conhecimento se faz em todos os ambientes – da sala do escritório à propriedade, da escola à universidade. Somos cientistas e aprendizes. Somos agentes públicos e seres sociais. É uma honra participar do dia a dia e do desenvolvimento do conhecimento”, disse o engenheiro de Pesca.

 

 

 

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