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População para o trânsito em Santarém para protestar contra aumento da conta de luz

A principal queixa dos clientes da Celpa é de que a conta aumenta mês a mês, sem uma justificativa.

 
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Cerca de 50 manifestantes pararam o trânsito na avenida Rui Barbosa esquina com a Barão do Rio Branco, um dos cruzamentos de maior fluxo de veículos no centro comercial de Santarém, oeste do Pará, na manhã desta sexta-feira (9), como forma de protesto contra os valores da conta de luz cobrados pela concessionária de energia Celpa. A principal queixa dos clientes da Celpa é que a conta aumenta mês a mês, sem uma justificativa.

De mãos dadas, os manifestantes fizeram uma espécie de cordão para que os veículos não passassem. Em um carro-som, pessoas se revezavam no microfone com palavras de ordem como "Fora Celpa!". E também relataram sobre os valores das contas de energia que eles consideram abusivos.

Trânsito ficou pararado por cerca de meia hora para chamar atenção para os valores cobrados pela conta de luz — Foto: Tracy Costa/G1 Trânsito ficou pararado por cerca de meia hora para chamar atenção para os valores cobrados pela conta de luz — Foto: Tracy Costa/G1

Trânsito ficou pararado por cerca de meia hora para chamar atenção para os valores cobrados pela conta de luz — Foto: Tracy Costa/G1

Uma manifestante disse que em agosto, a conta de luz da sua casa foi de R$ 320,00. Em setembro, subiu para R$ 450 e para sua surpresa, em outubro, a conta subiu mais ainda. "Meu talão veio de R$ 670. É um absurdo para uma casa que fica fechada o dia inteiro. Os eletromésticos que são poucos, ficam desligados, com exceção da geladeira. Não dá pra aceitar. É um valor abusivo", reclamou a servidora pública Jussara Dias.

A empresária Maria Galúcio também participou da manifestação e convidou a população a se unir para combater o que ela chama de abusos praticados pela Celpa. "Eu acredito que toda a população santarena está sendo prejudicada e não sabe o que fazer. E hoje está tendo essa oportunidade e eu não poderia perder. Quero deixar aqui a minha indignação. Eu fui no Procon e a resposta que eu tive foi que eu deveria chamar a Celpa para fazer uma fiscalização na minha panificadora. Como é que eu vou trazer a Celpa para dentro da minha panificadora se ela que está me prejudicando?", indagou.

A empresária contou que pagava de R$ 800 a R$ 1.200 de energia quando seu faturamento e produção eram maiores. Atualmente, a produção é menor porque as vendas caíram, mas ela está pagando R$ 2.888. "Se a minha produção caiu, como é que eu vou pagar? Então, nós temos que nos unir. Nós temos que nos fazer ouvir, porque nós estamos reféns da Celpa. Sozinha eu não posso fazer nada, mas juntos nós podemos fazer uma revolução e mudar essa situação”, finalizou.

Coleta de assinaturas para abaixo-assinado durante a manifestação contra o aumento da conta de luz — Foto: Tracy Costa/G1 Coleta de assinaturas para abaixo-assinado durante a manifestação contra o aumento da conta de luz — Foto: Tracy Costa/G1

Coleta de assinaturas para abaixo-assinado durante a manifestação contra o aumento da conta de luz — Foto: Tracy Costa/G1

No local de concentração da manifestação, foram colocados pontos de coleta de assinatura em um abaixo-assinado que pede a redução de 50% do valor da tarifa que está sendo cobrada pela Celpa. Os manifestantes eram convidados a assinar o documento.

Depois de meia hora de manifestação, os manifestantes cantaram o Hino Nacional e o trânsito foi liberado. De lá, eles seguiram para a frente do escritório da Celpa, localizado na Rua Rosa Passos, bairro Santíssimo.

O G1 solicitou nota da concessionária de energia a respeito das reivindicações feitas pelos manifestantes e aguarda resposta.

 

 

 

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