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'''Super drags''': desenho para adultos sobre drag queens super-heroínas estreia após críticas

Produção com voz de Pabllo Vittar estreia nesta sexta-feira 9 na Netflix.

 
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Para muita gente, desenhos animados são automaticamente destinados para crianças. Este é um dos motivos que explicam por que tantas produções do gênero, pensadas para adultos, foram criticadas ao longo dos anos, de “Os Simpsons” e “South Park” a “Rick and Morty”.

A partir desta sexta-feira (9), com a estreia de “Super Drags” na Netflix, o Brasil ganha um “desenho polêmico” para chamar de seu – mesmo que o objetivo nunca tenha sido esse. Assista ao trailer, para adultos, no vídeo acima.

Na verdade, a animação nasceu de uma conversa despretensiosa entre os criadores, Fernando Mendonça e Anderson Mahanski, enquanto aguardavam o metrô numa sexta-feira após o trabalho no Combo Estúdio, há mais de dois anos.

'Super Drags' estreia na Netflix — Foto: Divulgação/Netflix 'Super Drags' estreia na Netflix — Foto: Divulgação/Netflix

'Super Drags' estreia na Netflix — Foto: Divulgação/Netflix

A ideia era mostrar as diferentes vozes que existem na cena gay. Na segunda-feira seguinte, eles já tinham o conceito do desenho quase pronto na mesa do produtor-executivo Marcelo Pereira.

Com vozes de drags como Pabllo Vittar e Silvetty Montilla, a animação conta, em cinco episódios, a história de três heroínas. Safira é o coração, Lemon é o cérebro, e Scarlet é a força.

Suas personalidades buscam mostrar diferentes aspectos da comunidade. Enquanto Lemon é a mais vivida que ajuda a família no fim do mês e sensualiza assim que coloca peruca, Safira ainda não saiu do armário por causa do pai.

'Super Drags' estreia na Netflix — Foto: Divulgação/Netflix 'Super Drags' estreia na Netflix — Foto: Divulgação/Netflix

'Super Drags' estreia na Netflix — Foto: Divulgação/Netflix

O humor ácido que busca testar limites, pensado para o público LGBT, “Super Drags” não poderia ser pensado para crianças. Tanto que recebeu classificação indicativa para 16 anos.

Isso não impediu que algumas pessoas reclamassem. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) condenou a produção em julho, alertando sobre possíveis perigos “de se utilizar uma linguagem iminentemente infantil para discutir tópicos próprios do mundo adulto”, enquanto diz que o problema não é o desenho, mas o tema de super-heróis.

A entidade não se manifestou em relação ao filme de “Deadpool” (2016), adaptação de quadrinhos da Marvel que também foi classificado para maiores de 16 anos, no entanto.

Pabllo Vittar dá voz à Goldiva em 'Super Drags' — Foto: Divulgação/Netflix Pabllo Vittar dá voz à Goldiva em 'Super Drags' — Foto: Divulgação/Netflix

Pabllo Vittar dá voz à Goldiva em 'Super Drags' — Foto: Divulgação/Netflix

Na época, a Netflix disse ao G1 que "oferece uma grande variedade de conteúdos para todos os gostos e preferências” e ressaltou que "'Super Drags' é uma série de animação para uma audiência adulta e não estará disponível na plataforma infantil”.

O deputado federal Alan Rick, reeleito no Acre, também não gostou da ideia do desenho, e publicou em seu perfil no Facebook uma nota de repúdio no dia 1º. A plataforma de vídeos deu resposta igual à oferecida após a posição da SBP.

Após as críticas, a empresa não disponibilizou episódios do desenho para imprensa, e nem permitiu que os criadores de “Super Drags” dessem entrevistas.

 

 

 

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