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ECONOMIA

Sem chuvas nas lavouras, alguns produtores já terão que replantar a soja

 
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Um um dos casos, o agricultor relatou que as perdas já superam as 3 mil sacas, incluindo os gastos para refazer o plantio. Se os restante da área não se recuperar revés pode dobrar

Pedro Silvestre, de Cláudia (MT

No norte de Mato Grosso o clima segue diversificado nesta safra. Em alguns municípios a chuva tem sido suficiente para acelerar o plantio, já em outras, da mesma região, a estiagem preocupa e alguns produtores terão que replantar algumas áreas.

Olhos no céu e no celular para conferir as previsões da meteorologia. Desde que plantou os 1,5 mil hectares de soja, no começo de outubro, a rotina do produtor e vice presidente do Sindicato Rural, Denis Berticelli, tem sido essa: acompanhar bem de perto a germinação das lavouras.

“Dá para perceber que as chuvas estão chegando em alguns municípios vizinhos, mas muito pouca chuva chega nesse corredor que engloba os municípios de Cláudia, Marcelândia e nosso município”, diz.

É justamente neste corredor seco que fica a propriedade dele. Basta observar as áreas para entender a preocupação do agricultor. Por ali, o cenário é preocupante, já são dez dias sem chuvas.

“Tenho medido e o solo chega a bater 67 graus às duas horas da tarde. A soja acaba queimando, não aguenta. Estamos sem plantar o resto por falta de umidade e perdendo o que estava plantado”, conta Berticelli. “200 hectares já serão replantados e outros 200, correm sério risco.”

O produtor estima que as perdas já superam três mil sacos e o prejuízo ainda pode aumentar mais caso as lavouras não se recuperem e a produtividade seja menor que o esperado. “Isso tudo já incluindo gastos para replantar, sementes, operacional e o químico. A produtividade também preocupa já que o stand não está bom. Então os prejuízos podem superar esses três mil e chegar a 6,8 mil sacos”, afirma.

Outro produtor passa pelo mesmo problema e já inicia o replantio. Ivan Max Hoffman teve parte da lavoura comprometida pela falta de chuvas e contabiliza os prejuízos.

“Em setembro deu algumas chuvas e iniciamos o plantio. Mas depois disso o tempo ficou firme e começou um sol mais forte. O resultado foi o replantio de 40 hectares, 10% da nossa área. O sentimento é de tristeza, porque entramos com todo esse investimento, aí na hora que você acaba o serviço, tem que voltar no mesmo lugar e refazer”, conta Hoffman.

Segundo o vice presidente do Sindicato Rural de Cláudia, os casos apresentados não são tão poucos e existem mais produtores passando por problemas na região. “Tem muitas pessoas com perdas nos talhões, todos com os mesmos problemas de excesso de temperatura. Tem plantações que estão ruins, mas não chegam ao ponto de replantio. Quase todo mundo aqui na cidade tem alguns talhões dando problema sim”, diz Berticelli.

Em outras áreas o clima está bom

Já em Sinop, que fica a apenas 100 quilômetros de Cláudia, o cenário é bem diferente. Segundo o presidente do Sindicato Rural local, Ilson José Redivo, as chuvas chegaram mais cedo, o plantio está na fase final e a germinação das plantas está boa.

Produtividade alta é o que espera também o produtor Leonildo Bares. Nos 800 hectares já cultivados com soja nesta safra, a lavoura responde bem a umidade do solo.

“É muito cedo ainda para fazer previsões, porque dependemos do fator clima até o final. Mas quando larga bem tem chance de fechar bem. Então se tudo correr bem, teremos uma safra cheia. Trabalhamos para conseguir algo na casa dos 65 sacos”, finaliza.


Canal Rural

 

 

 

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