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Deputada de MS substitui Blairo no Mapa e é 1ª mulher no ministério de Bolsonaro

 
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A articulação feita por nomes de peso do agronegócio mato-grossense para o comando do Ministério da Agricultura continuar nas mãos do Estado não surtiu efeito. A deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS), 64 anos, vai assumir o Ministério e será a primeira mulher ministra do governo Jair Bolsonaro.

A confirmação foi feita pelo deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS). Segundo ele, a pasta não será fundida com o Ministério do Meio Ambiente, cujo titular será escolhido pelo presidente eleito e "homologado" pela bancada ruralista.

A expectativa do setor do agronegócio em Mato Grosso era continuar no comando do Mapa com Blairo ou outro nome representante do Estado. O presidente da Aprosoja,  Antônio Galvan chegou a participar de uma reunião em Brasília com esse propósito, mas o encontro terminou sem consenso.

Após a confirmação do nome da parlamentar, a Aprosoja declarou apoio por meio de nota, assim que Bolsonaro divulgou em suas redes sociais o nome da deputada.

Galvan frisou que a escolha da deputada também dá peso ao setor no ministério. "Com certeza, daremos todo o apoio à nova ministra e esperamos que faça um excelente trabalho na solução das dificuldades do setor agrícola brasileiro", disse.

Hoje à tarde, o presidente da Aprosoja, o vice, Fernando Cadore, e o consultor técnico, Wanderlei Dias Guerra, estiveram com a deputada e já reiteraram pessoalmente o apoio.

O Sistema Famato parabenizou a escolha da presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Segundo o presidente da entidade, Normando Corral, a deputada reúne todas as qualidades para ocupar o cargo. "É produtora rural, tem liderança no setor e preside a FPA. Consideramos a indicação muito positiva. Tem o total apoio do Sistema Famato".

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifesta satisfação com o anúncio feito por Bolsonaro na tarde desta quarta, após receber a indicação, oficialmente, por representantes do setor agropecuário.

Para o presidente da Acrimat, Marco Túlio Duarte Soares, a deputada Tereza Cristina, que também é produtora rural, representará muito bem o setor devido à atuação que vem demonstrando à frente da FPA. “A deputada é sensível às pautas do setor agropecuário e tem se mostrado uma grande parceira do setor produtivo. Desejamos sucesso à nova ministra que assumirá em janeiro”, afirma.

Perfil

De acordo com Alceu Moreira, o ministro do Meio Ambiente terá "um perfil diferenciado". Durante encontro Jair Bolsonaro, a bancada ruralista indicou Tereza Cristina para ser a ministra da Agricultura. A indicação foi feita por um grupo de 20 integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), em reunião no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete de transição de governo. A bancada ruralista no Congresso Nacional reúne aproximadamente 260 parlamentares.

Engenheira agrônoma e empresária, Tereza Cristina é presidente da FPA e tem uma longa trajetória no setor. Ela foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB).

Neste ano, Tereza Cristina foi uma das lideranças que defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos no país.

Durante a campanha e depois de eleito, Bolsonaro fez várias defesas do agronegócio e dos investimentos no campo. Ele chegou a anunciar a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, mas depois afirmou que a questão ainda não está definida.

Ontem (6) o presidente eleito disse que as negociações para a escolha do nome para o Ministério da Agricultura era uma dos mais avançadas e que poderia ser divulgada ainda nesta semana.

Jair Bolsonaro já confirmou os nomes de Paulo Guedes, para Economia; Sergio Moro, para Justiça; Onyx Lorenzoni, para Casa Civil; Marcos Pontes, para Ciência e Tecnologia; e o general Augusto Heleno, para o Gabinete de Segurança Institucional.


RDNews

 

 

 

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