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Piloto que sobreviveu após queda de avião em MT teve queimaduras, desidratação e infecções, diz médico

 
O piloto paranaense Maicon Semencio Esteves, de 27 anos, que sobreviveu após uma queda de avião e foi resgatado nessa quarta-feira (7), com vida, depois de ficar quatro dias em meio à selva em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá, se recupera dos ferimentos no Hospital Regional de Peixoto.

O irmão de Maicon, Diego Semencio Esteves, disse ao G1 que ele está bem, mas ainda se sente fraco. Uma nova bateria de exames deve ser feita ainda no final da manhã desta quinta-feira (8). Não há previsão de alta.
De acordo com o hospital, Maicon teve infecções e queimaduras de primeiro e segundo grau devido ao pouso, principalmente no rosto. Ele passa por uma reintrodução alimentar e já conseguiu ingerir um caldo ainda na noite de quarta-feira.

Segundo os médicos, o piloto está respondendo bem e está consciente. Maicon está sendo tratado com antibiótico e anti-inflamatório.

Os médicos fizeram uma bateria de exames e verificaram que Maicon teve um comprometimento renal por causa da desidratação que sofreu durante os dias em que esteve na mata.

Apesar da queda da aeronave, o piloto não teve nenhuma fratura ou ferimento grave.

O acidente

Maicon estava sozinho e comandava um avião, modelo Neiva EMB-201, matrícula PT-GSH. Saiu de Porto Nacional, no Tocantins, para fazer um translado até Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, quando sofreu o acidente.

O avião caiu no último domingo (4) e, desde então, Maicon estava sendo procurado pela Polícia Militar e por amigos e familiares que foram para o local para ajudar nas buscas.

Os destroços do avião foram encontrados por trabalhadores de uma fazenda próxima ao local do acidente, no entanto, não havia sinal do piloto.

Em um áudio enviado para a namorada, ao qual o G1 teve acesso, Maicon diz que sairia de Porto Nacional em direção a Confresa, a 1.160 km de Cuiabá, onde faria uma parada para abastercer.

De lá, seguiria para Matupá, a 696 km da capital, novamente para fazer um segundo abastecimento. A viagem terminaria em Alta Floresta.

Resgate

O piloto foi encontrado próximo a um rio, bastante debilitado, e levado de ambulância para Peixoto de Azevedo. Ele teria andado 2 km do local da queda do acidente até onde foi localizado.
Segundo um fazendeiro que ajudou nas buscas, o piloto conseguiu chegar em uma região com água, mas não conseguiu ingerir o líquido por estar muito debilitado.

Um grupo de 15 voluntários, três bombeiros e oito policiais militares estavam na região e tentavam localizar o piloto. A área é de aproximadamente 6 mil hectares de mata fechada.

Maicon mora em Primeiro de Maio, cidade do Paraná, e trabalha com aviação agrícola.

 

 

 

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