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Festival do Rio 2018: Cinco filmes com temática LGBT+ se destacam; veja vídeo

Diretores e protagonista de filme premiado no Festival de Berlim 2018 dão entrevista para o G1.

 
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Mais de 30 produções com temática LGBT+ de várias partes do mundo participam do Festival do Rio em 2018 e procuram chamar a atenção do público para a reflexão a respeito da identidade de gênero nas diversas mostras que compõem o evento.

Veja acima um vídeo do G1 sobre cinco destes filmes que falam do universo de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros.

Vale destacar o brasileiro "Tinta Bruta", dos diretores Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, que conquistou no Festival de Berlim deste ano os prêmios de Melhor Filme do Teddy Awards, um dos principais prêmios internacionais do cinema voltado para a causa LGBT+, e de Melhor Filme Panorama do Júri da CICAE (Confederação Internacional dos Cinemas de Arte e Experimentais), que teve a sua estreia no Festival do Rio na noite desta terça-feira (6).

A produção conta a história de Pedro (Shico Menegat, estreando no cinema), um jovem de Porto Alegre que passa por fase cheia de problemas e usa a internet para fazer shows eróticos sempre passando tinta em seu corpo para garantir o seu anonimato. Mas as coisas mudam quando conhece o dançarino Leo (Bruno Fernandes).

Shico Menegat em cena de 'Tinta bruta' — Foto: Divulgação Shico Menegat em cena de 'Tinta bruta' — Foto: Divulgação

Shico Menegat em cena de 'Tinta bruta' — Foto: Divulgação

Em entrevista ao G1, os diretores disseram que há um crescimento na produção do cinema nacional voltado para esse tema. "Os artistas sentem necessidade de colocar isso na tela e articular novas narrativas que vão colocar em cheque essas ondas conservadoras também", afirmou Matzembacher.

Para Reolon, é importante ter um aumento na pluralidade de assuntos no cinema nacional. "Eu acho que a gente está vivendo um momento muito perigoso, com algumas ameaças acontecendo, um aumento de uma violência nas ruas e isso é algo que a gente tem que combater. Eu acho que o cinema é uma forma de se enxergar, se questionar e também uma forma de reagir", declarou o cineasta.

Para Shico Menegat, que interpreta o protagonista de "Tinta Bruta", ganhar prêmios internacionais com o filme é bom para mostrar para o mundo que ser LGBT+ no Brasil é diferente do que pensam em outros países.

"A gente tem especificidades no Brasil e às vezes isso não é retratado para as pessoas de fora e nos enxergam muito mais como um país diverso, mas é um dos países que mais matam LGBT+s no mundo. Então, alguma coisa está errada nessa maneira como a história é contada. E eu acho que é legal ter essa visibilidade no mundo", declarou o ator.

Opinião semelhante o também diretor Rafael Ribeiro, diretor do curta "Invasão Drag", que também faz parte do Festival do Rio, na mostra Novos Rumos. "Esse é o nosso momento de fazer e de se ver ali (na tela de cinema). E espero que, daqui a alguns anos, esse filme seja um registro para as próximas gerações que se interessem pela cultura drag", disse Ribeiro.

Estrela de "Kick-Ass" protagoniza drama homossexual

Além de "Tinta Bruta", o Festival do Rio tem também como destaques LGBT+ produções como "O mau exemplo de Cameron Post", que recebeu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Sundance de 2018. No drama baseado no livro de Emily M. Danforth, Chloë Grace Moretz (a Hit Girl dos dois filmes da série "Kick-Ass" e estrela do remake de "Carrie, a estranha" ) vive uma jovem que, após sera flagrada beijando uma garota dentro de um carro, é levada para um centro de conversão que procura fazer com que moças e rapazes deixem de sentir atração por pessoas do mesmo sexo, através de métodos nada ortodoxos.

Chloë Grace Moretz, Sasha Lane e Forrest Goodluck em cena de 'The miseducation of Cameron Post — Foto: Divulgação Chloë Grace Moretz, Sasha Lane e Forrest Goodluck em cena de 'The miseducation of Cameron Post — Foto: Divulgação

Chloë Grace Moretz, Sasha Lane e Forrest Goodluck em cena de 'The miseducation of Cameron Post — Foto: Divulgação

Outro filme que também chama a atenção é o queniano "Rafiki", primeira produção do país africano a ser exibida no Festival de Cannes. Na trama, duas jovens de tribos rivais se apaixonam e têm que lidar com a difícil decisão de escolher entre a felicidade e a segurança. Apesar do sucesso em vários países, o longa foi banido de sua terra natal porque a homossexualidade é considerada uma infração grave.

Já a comédia dramática "Conquistar, amar e viver intensamente" se passa na Paris de 1993 e mostra como a vida de um escritor francês na casa dos 30 anos é mudada após uma viagem para a Bretanha. Lá, ele conhece um jovem que deseja ser cineasta e os dois acabam se envolvendo amorosamente, levando-os a uma série de situações. O filme também foi exibido no último Festival de Cannes.

Para quem gosta de um documentário, vale conferir "Rogéria, Senhor Astolfo Barroso Pinto", que conta como foi o surgimento de um dos mais famosos travestis do Brasil, através de depoimentos e dramatizações, além de histórias tanto da artista quanto de sua identidade anterior. O filme vale como um tributo à atriz, que morreu em 2017.

Festival do Rio 2018

  • Datas: de 1º a 11 de novembro
  • Programação no site do evento ou na revista digital
  • Em cartaz em 21 salas de cinema

FESTIVAL DO RIO 2018

  • Festival exibe 200 filmes de 60 países

  • VÍDEO: 10 filmes imperdíveis

  • Noite de abertura no Odeon

 

 

 

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