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A pedido de Donald Trump, Jeff Sessions se demite do cargo de procurador-geral dos Estados Unidos

Relação do presidente com Sessions, chefe do Departamento de Justiça, se deteriorou durante investigações do suposto conluio de Trump com os russos.

 
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O procurador-geral dos Estados Unidos (chefe do Departamento de Justiça), Jeff Sessions, deixou o cargo na tarde desta quarta-feira (7). A saída foi anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, pelo Twitter. Ele será temporariamente substituído por Matthew G. Whitaker, que era o chefe de gabinete de Sessions.

Também pelo Twitter, Trump agredeceu Sessions pelo trabalho. Segundo o presidente, o nome definitivo será anunciado em "uma data futura".

Sessions afirmou em carta que saiu do cargo a pedido do presidente Trump e disse ter "trabalhado para implementar uma agenda de cumprimento da lei" apoiada pelo próprio presidente.

Caso Rússia

Jeff Sessions com Donald Trump; secretário diz que nova política faz parte de promessa de manter os EUA mais seguros — Foto: Kevin Lamarque/Reuters Jeff Sessions com Donald Trump; secretário diz que nova política faz parte de promessa de manter os EUA mais seguros — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Jeff Sessions com Donald Trump; secretário diz que nova política faz parte de promessa de manter os EUA mais seguros — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Há meses Trump tinha uma relação tensa com Sessions, a quem recriminava por ter se abstido de supervisionar a investigação conduzida pelo procurador especial Robert Mueller.

Em março do ano passado, Sessions deixou a investigação sobre o suposto conluio do presidente com a Rússia durante a campanha presidencial de 2016. Ele se declarou impedido após acusações de ter participado de reuniões com russos e, em janeiro deste ano, foi interrogado.

Na ocasião, Sessions afirmou que nunca se reuniu com autoridades russas para falar sobre a campanha do presidente. Disse que se reuniu com o embaixador russo em setembro, mas para discutir terrorismo e a situação na Ucrânia.

Ex-chefe do FBI (polícia federal americana), Mueller recebeu no ano passado a incumbência de investigar se a campanha eleitoral de Trump fez conluio com os esforços russos para afetar sua oponente, a democrata Hillary Clinton.

Democratas desconfiam de substituto

Novo procurador-geral dos EUA, Matthew Whitaker — Foto: Allison Shelley/Arquivo/Reuters Novo procurador-geral dos EUA, Matthew Whitaker — Foto: Allison Shelley/Arquivo/Reuters

Novo procurador-geral dos EUA, Matthew Whitaker — Foto: Allison Shelley/Arquivo/Reuters

O substituto de Sessions, Matthew Whitaker, já virou alvo de críticas de congressistas do Partido Democrata, de oposição a Trump. Isso porque o procurador interino poderá tomar o controle das investigações sobre o caso Rússia – as quais Sessions evitou no ano passado.

Pouco depois do anúncio da saída de Sessions, a líder do Partido Democrata na Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, disse que Whitaker deve se recusar a participar das investigações do suposto conluio da Rússia na campanha de Trump em 2016.

"Dado seu histórico de ameaças de sabotar e enfraquecer a investigação sobre a Rússia, Matthew Whitaker deveria recusar qualquer participação nas investigações de [Robert] Mueller", tuitou Pelosi.

Pelosi também afirmou que a demissão de Sessions parece ser uma "tentativa clara" de Trump em sabotar e acabar com as investigações sobre a Rússia.

 

 

 

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