Mundo

Mundo

Fechar
PUBLICIDADE

Mundo

ANÁLISE: o que muda para Trump com a derrota republicana na Câmara?

Limitado pelo Congresso, presidente trilhará caminho tortuoso e terá que se curvar ao centro.

 
 -   head  meta charset 'utf-8 link rel 'preconnect' href 'https://cocoon.globo.com link rel 'dns-prefetch' href 'https://cocoon.globo.com link rel 'prec
head meta charset 'utf-8 link rel 'preconnect' href 'https://cocoon.globo.com link rel 'dns-prefetch' href 'https://cocoon.globo.com link rel 'prec

Na disputa nacional para a renovar a Câmara dos Representantes, eleitores americanos tiraram de Donald Trump o cheque em branco que recebeu em 2016 e utilizou para aprofundar a divisão do país com uma retórica cheia de ingredientes racistas e xenófobos.

A derrota republicana é dolorosa para o presidente. Se tentar a reeleição, Trump trilhará um caminho hostil e tortuoso para quem se habituou a cortejar os extremos. Terá que se curvar em direção ao centro.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acena para a imprensa ao retornar à Casa Branca, em Washington,  em 20 de outubro — Foto: Jacquelyn Martin/AP Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acena para a imprensa ao retornar à Casa Branca, em Washington,  em 20 de outubro — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acena para a imprensa ao retornar à Casa Branca, em Washington, em 20 de outubro — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Embora ainda protegido pelo Senado, pela primeira vez em dois anos ele verá seu poder cerceado e sob supervisão. Como observou o “Washington Post” em editorial, o retorno de democratas ao controle da Câmara dos Representantes representa muito mais do que uma vitória para um partido: “É um sinal de saúde para a democracia americana.”

Projetos como a construção do muro no México ou a revogação do Obamacare estão praticamente sepultados. Democratas ganharam força para iniciar investigações sobre os negócios do presidente e até aprovar um processo de impeachment. Ainda assim, todas as iniciativas da nova Câmara esbarrarão na resistência republicana no Senado e o poder de veto do presidente.

O voto maciço da América suburbana e das mulheres – dois nichos frequentemente ofendidos pelo discurso de Trump – impulsionaram a vitória democrata para obter o controle da Câmara.

O pleito desta terça-feira fortaleceu ativistas, enviando para a Casa um número recorde de quase 100 mulheres e um naipe diversificado de eleitos, que incluem congressistas latinas, indígenas e muçulmanas e um governador homossexual no Colorado.

E o bom desempenho dos republicanos, sobretudo no Senado, se deu graças aos redutos rurais e conservadores, onde a fidelidade ao presidente só cresce desde 2016. Definir o rumo e recuperar a identidade, aliás, serão os grandes desafios para o partido após a consolidação dos votos: num país cada vez mais urbano e suburbano, sua base tornou-se essencialmente rural e cada vez mais atrelada ao Trumpismo.

 — Foto: Arte/G1  — Foto: Arte/G1

— Foto: Arte/G1

ELEIÇÃO NOS EUA - RESULTADOS

  • Trump perde maioria na Câmara, mas amplia bancada no Senado

  • 'Tremendo sucesso', diz presidente dos EUA

  • Gurovitz: oposição consegue vitória parcial

  • Sandra Cohen: o que muda para Trump com a derrota republicana na Câmara?

  • Republicanos ganham em 18 estados; Democratas, em 15

  • Flórida elege republicanos para Senado e governo em disputas apertadas

  • Missouri aprova maconha medicinal; Dakota do Norte veta o recreativo

  • Muçulmanas na Câmara, 1º governador gay... veja curiosidades desta eleição

  • A eleição de 2018 em 10 pontos

  • Veja como era e como ficou o Congresso americano

 

 

 

PUBLICIDADE

Curiosidades

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE