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GameCon chega ao DF com palestras, eSports e campeonato feminino de Counter Strike

Evento vai até domingo no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Mesa redonda com Nicole Cherrygumm também debate papel das mulheres na comunidade gamer.

 
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Durante cinco dias, Brasília será invadida pela febre dos esportes eletrônicos (eSports) – a versão séria e competitiva dos jogos de computador. A partir desta quarta-feira (7), o Centro de Convenções Ulysses Guimarães recebe a convenção internacional de videogames GameCon.

O evento vai até domingo (11) (veja programação abaixo). A feira inclui diversas atividades voltadas à cultura gamer, que incluem painéis expositivos, workshops, palestras e finais de competições – entre elas, um torneio feminino de Counter Strike.

O campeonato surgiu como resposta para a crescente participação do público feminino na comunidade gamer. Segundo dados da Pesquisa Game Brasil 2016, as mulheres já representam 52,6% dos jogadores brasileiros. Um ano antes, eram 47,1%.

"O nosso slogan é 'Todo mundo joga' – mulher, homem, criança, adulto, idoso... E, claro, que a discussão sobre a valorização da mulher será um dos temas da GameCon", disse a produtora da convenção, Ana Paula Peigon.

Além do torneio feminino, a GameCon também terá um bate-papo com Nicolle “Cherrygumms” Merhy, um dos maiores nomes brasileiros dos eSports.

A jovem já foi pro player de "Rainbow Six: Siege (R6)" e é a atual CEO da Black Dragons, organização de eSports com line-ups em diversos jogos competitivos. Cherry também faz sucesso na internet, seja em redes sociais ou em live streams.

A conversa está marcada para quinta (8), a partir das 16h30. Em seguida, Nicole Cherrygumm se juntará à Barbara Gutierrez, editora do site Versus, e à Daniela Branco, CEO da CyberStars, agência de eSports, para discutir a presença das mulheres nos games online. A mesa redonda, chamada de “Elas jogam no hard”, será às 17h30.

'Counter-Strike: Global Offensive' — Foto: Divulgação 'Counter-Strike: Global Offensive' — Foto: Divulgação

'Counter-Strike: Global Offensive' — Foto: Divulgação

Representação

A paulista Gabriela Freindorfer, 22 anos, é uma das integrantes da equipe “Bar Sem Lona”, que disputará na capital federal o “GameCon Challenge Female Counter Strike 2018”. O campeonato será no sábado (10), às 19h.

Desde os 8 anos de idade, ela joga casualmente o first-person shooter – classe de jogos com personagens atiradores –, mas somente em 2015 decidiu transformar o hobby em trabalho.

"Descobri que esse mundo de jogos online era muito maior do que eu pensava. Passei, então, a me dedicar para conseguir ser reconhecida tanto quanto outros jogadores."

Gabriela cursava engenharia, mas trancou a graduação para poder se dedicar mais ao jogo. Atualmente, tem uma rotina de treinos diários, com horários rígidos.

Gabriela Freindorfer integra a equipe 'Bar Sem Lona', que disputa o torneio 'GameCon Challenge Female Counter Strike 2018' — Foto: Arquivo pessoal Gabriela Freindorfer integra a equipe 'Bar Sem Lona', que disputa o torneio 'GameCon Challenge Female Counter Strike 2018' — Foto: Arquivo pessoal

Gabriela Freindorfer integra a equipe 'Bar Sem Lona', que disputa o torneio 'GameCon Challenge Female Counter Strike 2018' — Foto: Arquivo pessoal

“Esta será a primeira vez que eu vou a Brasília. Estou ansiosa, afinal temos poucos campeonatos presenciais de grande porte. Espero que a realização desse torneio faça com que apareçam outros para nós mulheres”, diz a jogadora.

Shayene Victorio, 26 anos, também faz parte do time. Há 10 anos, motivada pela adrenalina gerada pelos campeonatos de Counter Strike, resolveu mergulhar de cabeça no universo dos eSports, mesmo com os comentários machistas que escutava na época.

“Se destacar em um meio dominado por meninos é algo que sempre gera algum tipo de comentário machista. Porém, com o passar do tempo, ganhei espaço e respeito pela comunidade e, hoje, recebo muito mais mensagens e comentários positivos”, apontou Shayene.

Shayene Victorio também faz parte da equipe 'Bar Sem Lona'. Time vai disputar o 'GameCon Challenge Female Counter Strike 2018' — Foto: Felipe Guerra/Divulgação Shayene Victorio também faz parte da equipe 'Bar Sem Lona'. Time vai disputar o 'GameCon Challenge Female Counter Strike 2018' — Foto: Felipe Guerra/Divulgação

Shayene Victorio também faz parte da equipe 'Bar Sem Lona'. Time vai disputar o 'GameCon Challenge Female Counter Strike 2018' — Foto: Felipe Guerra/Divulgação

Gabriela e Shayene são dois dos cinco nomes da equipe. Ao lado delas, estarão as competidoras Amanda Abreu, Karina Mamed e Ana Cláudia Silva. O time “Bar Sem Lona” duelará com o Optic Brasil. O G1 tentou contato com o técnico da equipe Optic Brasil, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Cada jogadora tem um relato próprio. Todas, no entanto, concordam que o caminho para um ambiente mais igualitário é a conscientização de que os games online foram feitos para todos.

Uma reportagem do G1, publicada em fevereiro deste ano, mostrou que a realidade feminina em games online ainda pode ser resumida em duas reações extremas por parte dos homens:

  1. A desqualificação da habilidade e do próprio direito de jogar, com espaço para xingamentos e recados como "seu lugar é na cozinha";
  2. O tratamento meloso, em tom de paquera, como se toda mulher estivesse em um game online para arranjar um parceiro e não para simplesmente jogar.

O que as mulheres fazem para driblar o machismo em games online?

O que as mulheres fazem para driblar o machismo em games online?

A questão também foi tema de uma campanha que viralizou na internet. Em defesa do direito da mulher usar o "nickname" (ou apelido) que quiser em partidas online sem ser incomodada, a ONG Wonder Women Tech convidou homens a jogarem com nomes femininos e filmarem as reações de outros jogadores. O resultado pode ser visto no Facebook da organização.

Programação

Palestras sobre o mudo dos esportes eletrônicos vão dominar os dois primeiros dias do evento. Entre os nomes que estarão presentes para conversar sobre o tema, estão o CEO da ESL Brasil, Leo De Biase, o fundador da eBrainz, Beto Vides, e a psicóloga da Red Canids e preparadora mental do Comitê Olímpico Brasileiro, Alessandra Dutra.

Os debates são gratuitos, mas requerem inscrição prévia pelo site da GameCon, onde também pode ser vista a programação completa da convenção.

A partir da sexta-feira (9), o evento passará a ter jogatinas ao vivo. O público poderá acompanhar, por exemplo, as finais do campeonato Overwatch GameCon Challenge 2018 e também da GameCon Challenge Female Counter Strike 2018 (citada acima).

O evento vai promover ainda um campeonato sul-americano de Counter Strike: Global Offensive (CS:GO), valendo uma vaga para o campeonato mundial "Starseries i-League Season 7". Nessa etapa da feira, é necessário comprar ingressos pelo site Sympla.

Serviço

GameCon

Data: 7 a 11 de novembro
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Entrada gratuita para as GameTalks

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

 

 

 

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