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POLÍTICA

Mauro Mendes não descarta taxar o agro e frisa que ''todos terão que colaborar''

 
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O governador eleito Mauro Mendes (DEM) não descartou a possibilidade de taxar o agronegócio, hipótese que vem sendo ventilada por alguns de seus aliados, como o senador eleito Jayme Campos. Segundo o ex-prefeito de Cuiabá, o Estado passa por uma situação complicada e "todos terão que ajudar". 

Segundo Mauro Mendes, quando se candidatou a governador, tinha consciência da situação em que o Executivo se encontrava. Ele afirmou que o próprio Governo precisa dar o exemplo, mas que todos também precisarão colaborar, o que inclui o agronegócio, deixando entender que poderá taxar o setor.

"Me candidatei a governador e tinha uma razoável consciência das dificuldades que iríamos enfrentar. Não entrei enganado. São muitas dificuldades. Vou fazer o meu papel e falar a verdade, além de mostrar as duras realidades. Mas todo mundo tem que colaborar, para saírmos desse buraco. Estamos atolados e com grandes dificuldades. Farei minha parte e espero que todos façam a sua", afirmou.

O governador deixou claro também que pretende renovar o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab 2), que se encerrará no final deste ano. Segundo Mauro Mendes, esta possibilidade já foi inclusive discutida durante a campanha, em reuniões que ele teve com a Associação Mato-grossense do Algodão (AMPA) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

"Sempre me pronunciei favorável a renovação do Fethab 2. Durante a campanha, disse isso em uma reunião na Aprosoja e na Ampa, de que não poderia prescindir desta receita. Estamos elaborando o projeto de lei e vamos encaminhar esta minuta ao Governo, pedindo que ele mande para a Assembleia Legislativa. Só a atual administração tem essa prerrogativa de enviar o projeto", explicou. 

Mauro Mendes, no entanto, admitiu que apenas criar novas receitas não resolverá o problema, se o Governo do Estado não cortar gastos. Entre as medidas já anunciadas pelo futuro governador, que assume o cargo em 1º de janeiro, estão a redução no número de secretarias e de servidores comissionados, por exemplo.

"Aumentar receita é uma possibilidade, mas não adianta nada fazer isso só para cobrir despesas já criadas, porque aí o Estado vai continuar devendo hospitais, estradas. Existe um rombo hoje na previdência de R$ 1,1 bilhão. Temos que trabalhar sim, e muito, para melhorar as receitas, mas é preciso segurar despesas, se não arrumaremos dinheiro novo só para tampar buraco velho", disse. 

RGA

O governador eleito também comentou sobre a possibilidade de se pagar a Revisão Geral Anual (RGA). A atual administração vive atualmente um imbróglio em relação ao tema e, enquanto a Casa Civil afirma que há dinheiro, a Secretaria de Fazenda (Sefaz) discursa de que não há recursos em caixa para pagar o reajuste dos servidores.

"Na Prefeitura de Cuiabá eu paguei a RGA, mas trabalhamos com responsabilidade, para se ter as condições. Não só eu, mas todos os servidores que lá estavam também. Garantimos as condições para que servidores e fornecedores fossem pagos em dia. Mas Mato Grosso está quebrado e já estourou a Lei de Responsabilidade Fiscal", completou.


 

 

 

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