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Wilson rebate delação contra Taques e diz que Alan não conseguiu vencer 1 contrato

 
Com a possibilidade de admissão do processo de afastamento do governador Pedro Taques (PSDB) na Assembleia, o vice-líder do Governo, deputado Wilson Santos (PSDB), usou a tribuna para tentar desmontar, ponto a ponto, o acordo de colaboração premiada (delação) do empresário Alan Malouf, que relata suposta prática de caixa 2 e até caixa 3 na campanha de 2014.

Na sessão vespertina desta terça (06), Wilson elencou sete pontos que, na prática, desmoralizam as acusações feitas pelo delator em depoimentos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). No Legislativo, tais afirmações geraram um pedido de afastamento de autoria da deputada de oposição Janaina Riva (MDB). Após parecer da Procuradoria da Casa, o presidente Eduardo Botelho (DEM) ainda aguarda documentos para decidir se assume a responsabilidade de dar prosseguimento ao processo ou arquivá-lo. O parlamentar ainda pode decidir por colocar a admissibilidade em votação no plenário.

De acordo com Wilson, Alan, desde 2015, tentou fazer vários negócios com o Governo Taques, mas não conseguiu. Inicialmente, o vice-líder relata que Malouf buscou fazer venda de alimentação para o sistema penitenciário, por meio da empresa Novo Sabor, que pertence a sua família e atua no ramo alimentício para classe mais popular. Pela empresa, o delator teria perdido uma licitação na modalidade pregão, logo no início da gestão. Foram ofertados 50 lotes, sendo que o grupo Malouf concorreu em sete deles.

Em dezembro de 2016, por meio do Buffet Leila Malouf, Alan também participou de outro pregão, mas foi reprovado por questões técnicas.

Wilson ainda afirma que Alan também tentou firmar contrato com o Executivo, por meio da agência de publicidade Mercatto, que pertence a uma de suas irmãs. A empresa prestava serviços à área de comunicação do Estado desde 2009. Como todos esses contratos eram emergenciais, em 2015, a agência concorreu a uma licitação com outras 21 empresas. Cinco foram contratadas, mas a Mercatto ficou apenas em 7º lugar, após entrar com recurso administrativo.

Imóvel

O quarto ponto elencado por Wilson para tentar desmoralizar as acusações contra Taques envolve a indenização de um imóvel de 9 mil hectares, em Barra do Garças, de propriedade da família Malouf. Em um processo, a Justiça deu ganho de causa ao grupo do delator, estabelecendo indenização superior a R$ 150 milhões (com correções monetárias e juros). “Quando Taques assumiu, Alan procurou o governador e cobrou o pagamento por parte do Estado”.

No entanto, de acordo com o deputado, Taques encaminhou o processo para a Procuradoria Geral do Estado (PGE), que não autorizou o pagamento.

Rêmora e consignados

Wilson também relatou a tentativa do Grupo Malouf tocar um projeto de reformas e construção de escolas estaduais no valor de R$ 22 milhões. O programa era intitulado de Escola Legal. Alan teria se associado ao primo e empresário Giovani Guizardi – delator na Operação Rêmora, que investiga supostas fraudes de licitações na Seduc. A proposta, no entanto, foi barrada pelo Condes, conselho formado por secretarias e órgãos do Executivo, responsável por aprovar licitações.

Conforme Wilson, logo após a deflagração da Operação Rêmora, em abril de 2016, Taques tomou medidas para estancar as irregularidades na Seduc, como o desligamento do então secretário Permínio Pinto e de outros servidores envolvidos no esquema.

“Em setembro de 2016, a Controladoria-Geral do Estado finaliza relatório, acusando que era preciso aperfeiçoar editais e apontando o caminho para recuperação de danos que, segundo a CGE, foi de R$ 370 mil”, explica Wilson.

O parlamentar, por fim, nega que Taques tenha recebido R$ 3 milhões de propina da Cervejaria Petrópolis – a doação da empresa foi declarada à Justiça Eleitoral. Além disso, garante que Paulo Taques, primo do governador e ex-secretário-chefe da Casa Civil, não recebeu R$ 900 mil do empresário Willians Paulo Mischur, dono da Consignum, via caixa 3.De acordo com a delação, o empresário, que confessou participação em esquemas no governo Silval Barbosa para manter contrato com o Governo, já declarou à Justiça que não houve qualquer extorsão na Gestão tucana. Mischur teria relatado que encontrou Paulo em duas ocasiões, uma para parabenizá-lo pela eleição e outra para reclamar do fato de o contrato de sua empresa com o Executivo não ter prosperado.

O vice-líder garantiu que nas próximas sessões voltará a falar das acusações, esclarecendo questões envolvendo o Posto Marmeleiro, Cervejaria Petrópolis e City Lar.


RDNews

 

 

 

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