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Donald Trump e pastor norte-americano libertado de prisão na Turquia se encontram na Casa Branca

Religioso ficou dois anos preso acusado de terrorismo e espionagem pelo governo turco. Episódio levou a crise entre EUA e Turquia

 
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o pastor norte-americano Andrew Brunson no Salão Oval da Casa Branca neste sábado (13), um dia após ser libertado de uma prisão na Turquia, onde passou quase dois anos (leia mais sobre no fim da reportagem).

A prisão de Brunson foi o estopim para rusgas diplomáticas com a Turquia – país considerado aliado chave dos EUA – e protestos de grupos evangélicos norte-americanos.

  • Como a prisão de um pastor evangélico ajudou a derreter a lira turca

Brunson, que retornou aos Estados Unidos a bordo de um avião militar pouco antes do encontro, aparentava estar bem de saúde. Ele agradeceu Trump por trabalhar para garantir a liberdade e, então, orou com a família pelo presidente. "Você realmente lutou por nós", disse o pastor a Trump, segundo reportagem da Associated Press.

"De uma prisão turca para a Casa Branca em 24 horas, não é nada mau", brincou Trump.

Reaproximação com Turquia

Andrew Brunson chega ao aeroporto de Izmir — Foto: Reuters Andrew Brunson chega ao aeroporto de Izmir — Foto: Reuters

Andrew Brunson chega ao aeroporto de Izmir — Foto: Reuters

Apesar da crise diplomática, Trump agradeceu o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que resistiu em atender os pedidos do norte-americano pela libertação de Brunson. Erdogan insistiu que os tribunais turcos são "independentes", apesar de ele já ter sugerido uma possível troca por Brunson.

Neste ano, os EUA impuseram sanções a dois oficiais turcos e dobraram tarifas na importação de aço e alumínio, citando, em parte, o pedido pela libertação do pastor.

O presidente turco Tayyip Erdogan fala a membros de seu partido durante encontro no parlamento, em Ancara, na terça-feira (2) — Foto: Reuters/Umit Bektas O presidente turco Tayyip Erdogan fala a membros de seu partido durante encontro no parlamento, em Ancara, na terça-feira (2) — Foto: Reuters/Umit Bektas

O presidente turco Tayyip Erdogan fala a membros de seu partido durante encontro no parlamento, em Ancara, na terça-feira (2) — Foto: Reuters/Umit Bektas

Com Brunson fora da prisão, Trump disse que os EUA apreciaram a soltura do pastor e afirmou que a medida "vai levar a uma boa, talvez ótima, relação" entre os norte-americanos e a Turquia – que é parceira também na Otan. O presidente também afirmou que a Casa Branca "daria uma olhada" nas sanções impostas aos turcos.

Vitória eleitoral

A volta de Brunson, um pastor, veio em boa hora para Trump. O presidente norte-americano espera ter o apoio dos evangélicos ao Partido Republicano nas eleições legislativas marcadas para 6 de novembro.

Milhares de apoiadores de Trump comemoraram, em um evento de campanha em Ohio na sexta-feira (12), quando o presidente anunciou que Brunson era, novamente, um homem livre.

Dois anos na prisão

Andrew Craig Brunson, pastor evangélico da Carolina do Norte chega nesta quarta-feira (26) a sua casa em Izmir, na Turquia — Foto: Emre Tazegul/AP Photo Andrew Craig Brunson, pastor evangélico da Carolina do Norte chega nesta quarta-feira (26) a sua casa em Izmir, na Turquia — Foto: Emre Tazegul/AP Photo

Andrew Craig Brunson, pastor evangélico da Carolina do Norte chega nesta quarta-feira (26) a sua casa em Izmir, na Turquia — Foto: Emre Tazegul/AP Photo

Brunson foi preso em outubro de 2016 e em julho deste ano foi transferido para prisão domiciliar. O tribunal também levantou a proibição de viajar a que estava submetido.

O pastor era julgado por "terrorismo" e "espionagem", acusado de agir em nome da rede do pregador Fetullah Gülen, a quem Ancara acusa de ser o mentor do golpe fracassado de julho de 2016, mas também em nome do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Essas duas organizações são consideradas terroristas pela Turquia.

Estabelecido na Turquia há cerca de 20 anos, o pastor estava à frente de uma pequena igreja protestante em Izmir. Ele negou todas as acusações de atividades "terroristas" que pesam sobre ele.

 

 

 

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