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Talibãs afirmam ter se reunido com enviado americano para o Afeganistão

Enviado pediu que Talibã declare cessar-fogo no Afeganistão durante as próximas eleições parlamentares.

 
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Representantes dos talibãs se reuniram nesta sexta-feira no Catar com o enviado americano para a paz no Afeganistão, Zalmay Khalilzad, na primeira confirmação oficial de um encontro entre os dois lados, anunciou o grupo insurgente neste sábado (13).

O encontro foi um esforço para encontrar uma maneira de acabar com a guerra de 17 anos no Afeganistão. Segundo os talibãs, os dois lados concordaram em continuar com essas reuniões.

"Ambos os lados falaram sobre o fim da ocupação e uma solução pacífica para a questão afegã... Os dois lados concordaram em continuar a se reunir no futuro", disse Zabiullah Mujahid, porta-voz do Talibã, em um comunicado.

Um alto membro do Talibã disse que Khalilzad pediu à liderança do Talibã, baseada na capital do Catar, Doha, para declarar um cessar-fogo no Afeganistão durante as próximas eleições parlamentares.

"Ambos os lados discutem as perspectivas de paz e a presença dos EUA no Afeganistão", disse outro oficial do Talibã, pedindo anonimato.

Em troca, o Talibã quer que o governo afegão libere seus combatentes de prisões em todo o país e a rápida remoção de forças estrangeiras que lutam ao lado de soldados afegãos. A delegação talibã observou que a presença de forças estrangeiras é "um grande obstáculo para uma paz real", acrescenta a nota.

Autoridades norte-americanas em Cabul não estavam imediatamente disponíveis para comentar a visita de Khalilzad.

Khalilzad, um diplomata norte-americano nascido no Afeganistão, foi embaixador em Cabul, Bagdá e nas Nações Unidas e foi nomeado em setembro passado para o cargo.

Ele retornou a Cabul neste sábado e informou o presidente afegão, Ashraf Ghani, sobre sua visita de dez dias a quatro países (Afeganistão, Paquistão, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita), que terminou com o encontro com líderes do grupo militante islâmico.

Uma primeira reunião anunciada na imprensa e nunca negada pelas partes foi realizada em Doha, em junho, após um cessar-fogo de três dias sem precedentes entre as forças de segurança afegãs e os talibãs. Mas as esperanças de paz duraram pouco e a violência recomeçou.

 

 

 

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