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Ex-membros da Igreja Quadrangular denunciam que pastores perderam os cargos por não apoiarem candidatos

Igreja Quadrangular em Placas está sem pastor. Mas o pastor superior no Pará diz que a decisão de sair foi dos pastores.

 
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Ex-membros da Igreja do Evangelho Quadrangular de Placas, no oeste do Pará, estão denunciando que o pastor Cláudio Allan Mourão e a esposa, pastora Cecília Rodrigues Mourão, perderam o cargo de pastoreios no município por não realizarem campanha política na igreja em prol de líderes estaduais da Igreja do Evangelho Quadrangular no Pará.

De acordo com os ex-membros, os pastores que não apoiaram os candidatos líderes da igreja perderam os cargos um dia depois das Eleições de 2018. O pastor Cláudio teria recebido um áudio do superintendente da região 150ª da Igreja do Evangelho Quadrangular no Pará, pastor superior Dorivaldo Teixeira, que mora em Altamira, comunicando a decisão.

“Eles queriam que o meu pastor fizesse do altar do Senhor na igreja um palanque para pedir votos para os irmãos, mas ele e sua família são servos de Deus, que pregam o verdadeiro evangelho de Cristo”, disse a ex-membro da igreja, Iraneide Brandão de Souza.

Délcio Souza da Silva, que também era membro da igreja, relatou que os pastores que perderam os cargos não têm mais condições de se sustentarem na cidade, onde moram há quatro anos, e terão que arrumar uma forma de retornar para Belém, onde moravam antes.

“Eles estão sem apoio, não têm como pagar aluguel da casa e comprar alimentação. [...] Não sabem nem o que fazer”, contou Délcio. Ele disse ainda que o pastor Cláudio já realizou muitos trabalhos em Placas. Délcio revelou que algumas pessoas estão apoiando o pastor e, assim como ele, decidiram sair da Igreja também.

“Não tem mais uma igreja legalmente constituída para realizarmos os trabalhos de evangelismo e é algo que está nos assustando. Os irmãos não querem ficar na Igreja, porque o motivo de ele ter sido expulso foi injusto. Se fosse um erro de comportamento, eu seria o primeiro a tomar uma providência cabível”, afirmou.

A Igreja em Placas contava com apenas 20 membros. Os líderes da igreja citados por Délcio são Martinho Arnaldo Campos Carmona, que foi candidato ao cargo de deputado estadual no Pará, Josué Bengston, deputado federal e Paulo Bengston, deputado eleito este ano. “São pessoas poderosas”, disse Délcio.

A ex-membro Geice de Souza Lopes também criticou a situação e disse que o pastor não se posicionava com relação à política, apesar de essa ser uma prática, segundo ela, que existe muito no meio evangélico.

“Ele sempre nos deixou livres para votarmos em qualquer candidato. Mas infelizmente, ele foi expulso da Igreja e está tendo que voltar para sua cidade natal, Belém. [...] Infelizmente estamos passando por essa triste e lamentável situação”, disse.

Iraneide Brandão de Souza reclamou que os líderes religiosos estejam usando religião para ganharem dinheiro e esquecem da verdadeira palavra de Jesus Cristo. “Os que estão no poder só por dinheiro não pregam mais o verdadeiro evangelho e não respeitam a posição de quem realmente é servo. Isso é revoltante. Estamos indignados. Não aceitamos isso. Isso não pode acontecer num país democrático”, enfatizou.

As pessoas que não concordam com a forma como a Igreja está sendo conduzida deixaram a congregação. Ainda não se sabe como ficará a formação dos membros da Igreja.

O pastor superior, Dorivaldo Teixeira, em contato telefônico com o G1 se limitou a dizer: "Conversamos e ele (pastor Cláudio) e ele está à vontade. A decisão é dele".

 

 

 

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