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Haddad chama teto de gastos de medida esdrúxula e diz que se eleito proporá revogação

 
O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, reuniu-se com cotistas e alunos do Prouninesta quarta-feira (12) na região central de São Paulo. Em entrevista a jornalistas, Haddad chamou o teto de gastos aprovado pelo governo Michel Temer de "medida esdrúxula" e afirmou que se eleito vai propor a revogação da regra.

No evento, Haddad conversou com estudantes acompanhado pela candidata à vice na chapa, Manuela D“Ávila (PCdoB).

Este foi o primeiro ato de campanha de Haddad após o PT anunciar a candidatura do ex-prefeito de São Paulo no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba (PR). A candidatura de Haddad foi registrada pela legenda no início da noite desta terça-feira (11).

"Nós vamos encaminhar ao Congresso Nacional uma emenda constitucional [para revogar o teto de gastos]. Vocês estão cobrando a execução de uma medida que nenhum país adotou, nem na mais aguda crise, a Grécia, a Argentina. A Argentina está em crise agora. Nem o FMI ousou impor à Argentina aquilo que o governo Temer se autoimpôs e impôs ao país", afirmou o petista.

Aprovada em 2016, a emenda constitucional número 95 limitou por 20 anos a expansão dos gastos públicos à inflação do ano anterior.

Durante o encontro, estudantes que ingressaram no ensino superior pelo sistema de cotas e pelo Prouni deram depoimentos contando suas trajetórias.

Além de Haddad e Manuela, participaram do evento Eduardo Suplicy, que concorre ao Senado pelo PT, e Ana Estela Haddad, esposa do ex-prefeito de São Paulo.

“Não arriscamos nada“

Durante discurso, Haddad comentou a substituição de Lula na chapa. Ele disse que o PT não colocou "nada em risco" ao não trocar a chapa imediatamente após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar a candidatura do ex-presidente.

"Nós temos três semanas [até 7 de outubro]. Ficaram falando que arriscamos. Nós não arriscamos nada. Quem está do lado certo, quem toma partido do lado da Justiça, não arriscou nada. Ter ficado até o último segundo do lado do presidente Lula não pode ser tido como um risco, como um cálculo eleitoral, uma coisa menor", disse Haddad.

Papel de Lula

Questionado por jornalistas sobre qual será o papel do ex-presidente Lula em um eventual governo, Haddad respondeu: "Tivemos muito cuidado com isso, em razão das circunstâncias, o que nós fizemos com isso: um programa de governo muito pormenorizado, para que a sociedade saiba exatamente as medidas que vão ser tomadas a partir de 1º de janeiro".

Ele afirmou ainda que o PT tem um projeto "coletivo" que tem Lula "como principal liderança" e "inspiração".

Haddad disse que Lula "validou" com ele cada ponto do programa durante as visitas que fez ao ex-presidente, preso em Curitiba.

Propostas

Durante a entrevista, Haddad afirmou que se eleito fará uma reforma tributária para "proteger os mais pobres"; uma "reforma bancária" para reduzir juros; dará apoio federal ao ensino médio; incentivará a formação de médicos para atendimentos de "média complexidade"; e vai "federalizar o combate ao crime organizado", com investimentos na Polícia Federal.


G1

 

 

 

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