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Mr. Catra é enterrado no Rio; fãs e amigos lembram sucessos do artista

Melhor pai do mundo , diz filho do funkeiro.

 
 -  Jojo Todynho é amparada durante velório de Mr. catra  Foto: Daiene Santos / G1
Jojo Todynho é amparada durante velório de Mr. catra Foto: Daiene Santos / G1

O corpo do funkeiro Mr. Catra foi enterrado por volta das 10h40 desta terça-feira (11) no Cemitério Jardim da Saudade-Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Uma multidão de amigos e parentes foi ao local prestar as últimas homenagens aos artistas.

Segundo Alan Cardoso, filho de Catra, além do artista que todos conheciam, ele também era um pai presente que sempre cuidou muito da família. O filho agradeceu a todos o apoio e disse que a despedida foi do jeito que o pai queria, "repleta de orações".

"Vagner Domingues era o paizão que ficava em casa, cuidava da família. O Catra que era o personagem. Ele era o melhor pai do mundo, não estou nem acreditando, minha ficha ainda não caiu. Hoje está sendo o pior dia da minha vida. A gente acaba de perder o cara mais responsa, um paizão, um cara que sempre ajudou. Agora vamos guardar aqui no coração e seguir todos os ensinamentos", declarou o filho.

As também funkeiras Jojo Todynho e Tati Quebra Barraco estiveram no velório do cantor. Elas falaram sobre a amizade que tinham com o cantor e as lembranças que ficam. Emocionada, Jojo prometeu fazer uma tatuagem em homenagem a Catra.

"Os melhores conselhos, broncas, eu nunca vou esquecer. Inclusive, vou tatuar, ele vai entrar no minha pele", contou Jojo.

Autenticidade e generosidade são as palavras que, segundo o artista DJ Marlboro, definem quem foi Mr. Catra. O DJ contou que além de respeitar Catra como artista, admirava o cuidado e amor que o músico tinha com a família e com as pessoas que estavam próximas a ele.

"Eu sempre via nele uma pessoa importante para o funk pela inteligência que ele tinha, pela personalidade, era ímpar. Ele era aquilo que ele era. O Catra muito era muito novo e tinha muito para contribuir para o funk com a atitude, com a posição, com o discurso que ele tinha de empoderamento, mas de uma forma dele, da maneira que ele acreditava ser da melhor forma. Ele era generoso demais, um coração bom. O Catra era amor, uma pessoa muito boa", lembrou Malboro.

Jojo Todynho e Tati Quebra Barraco prestam últimas homenagens no velório de Mr. Catra

Jojo Todynho e Tati Quebra Barraco prestam últimas homenagens no velório de Mr. Catra

Já Tati Quebra Barraco disse que, para ela, Catra era como um irmão, e que a morte dele é uma 'perda irreparável no mundo do funk'.

"O Catra era um irmão. A massa funkeira tinha ele como paizão, mas eu tinha como irmão. Só tenho que agradecer a Deus por ter feito parte da vida dele. O Catra vai deixar o legado dele, vai deixar as coisas boas que ensinou. Dizem que funkeiro não estuda, mas ele estudou, e estudou muito. Uma perda irreparável no mundo do funk", disse Tati Quebra Barraco

Jojo Todynho é amparada durante velório de Mr. catra (Foto: Daiene Santos / G1) Jojo Todynho é amparada durante velório de Mr. catra (Foto: Daiene Santos / G1)

Jojo Todynho é amparada durante velório de Mr. catra (Foto: Daiene Santos / G1)

Amigo de Catra desde 1995, MC Doca contou que Catra sempre incentivou a união dos que defendiam o ritmo no Brasil. O cantor avalia que o funk perdeu muito com a morte de Mr. Catra.

"O funk foi um movimento que apanhou a vida inteira, as pessoas sempre mostraram o lado ruim do funk, nunca mostraram o lado bom. Hoje, está todo mundo falando aí do Catra, que era um cara estudado, falava várias línguas, fez Direito. E isso mostra que o movimento funk é algo muito gigante", ressaltou Doca.

O funkeiro, cujo nome era Wagner Domingues Costa, morreu aos 49 anos às 15h20 de domingo (9) vítima de falência múltipla de órgãos em decorrência de um câncer no estômago. Ele deixou 32 filhos.

"Para mim ele não era o Catra, para mim ele era o Wagner, uma pessoa super companheira, ajudava as pessoas. Ele era tudo para a minha família. Ele sempre me dava esporro e eu amava isso. Creio que um dia eu vou ver ele, nós vamos nos encontrar lá em cima", contou a prima do músico, Bárbara Cardoso da Silva, de 15 anos.

O corpo do cantor chegou no Teatro João Caetano, Centro do Rio, por volta das 21h15 de segunda-feira para a segunda parte do velório. Pela o músico foi velado em Guarulhos, na Grande São Paulo, e seguiu por volta de 14h para o Rio.

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Parentes e amigos vão ao velório de Mr. Catra (Foto: Daiene Santos / G1) Parentes e amigos vão ao velório de Mr. Catra (Foto: Daiene Santos / G1)

Parentes e amigos vão ao velório de Mr. Catra (Foto: Daiene Santos / G1)

Catra ajudou a reformar igreja

Amigos de Catra há 7 anos, o pastor Hélio Bento Barbosa, de 57 anos, contou que conheceu o cantor através de sua esposa Silvia, que frequentava a igreja Assembleia de Deus, quando moravam em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio.

O pastor disse que fazia oração semanalmente na casa de Catra e virou um grande amigo da família. Em uma das idas à casa do funkeiro, Catra soube que estavam fazendo uma obra na igreja e perguntou o que o pastor precisava. O funkeiro enviou praticamente todo o material para a reforma.

“Uma pessoa carinhosa, um ajudados. O que estivesse no alcance dele para ele ajudar ele ajudava. Eu tinha um carinho muito grande por ele. Ele cumpriu a missão dele aqui”, contou o pastor Hélio Bento Barbosa.

Parentes e amigos se despedem de Mr. Catra (Foto: Daiene Santos / G1) Parentes e amigos se despedem de Mr. Catra (Foto: Daiene Santos / G1)

Parentes e amigos se despedem de Mr. Catra (Foto: Daiene Santos / G1)

Doença

Natural do Rio de Janeiro, Catra estava internado no Hospital do Coração (HCor), na capital paulista.

No início de 2017, o cantor foi diagnosticado com um câncer no estômago. Na ocasião, ele disse que tinha parado de beber e reduzido o número de cigarros que fumava para realizar as sessões de quimioterapia.

Mr. Catra se formou em Direito, mas nunca exerceu a profissão. Ele começou sua trajetória na música em uma banda de rock, mas ficou conhecido mesmo no funk.

Seu primeiro disco solo lançado por Catra foi "O bonde dos justos". Um dos principais hits do cantor é "Uh Papai Chegou".

Nos anos 2000, Catra começou a fazer paródias de algumas músicas. 'Adultério', um de seus grandes sucessos, é uma versão de "Tédio", do Biquini Cavadão.

*Estagiária sob supervisão de Fernanda Rouvenat

 

 

 

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