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Emprestada à universidade no Pará, coleção rara de insetos do Museu Nacional escapa de incêndio

No entanto, o fogo no museu carioca destruiu peças arqueológicas que pertenciam à história do Museu Paraense Emílio Goeldi.

 
 -  Parque Zoobotânico do Emílio Goeldi tem 5,2 hectares de floresta preservada no centro de Belém.  Foto: Oswaldo Forte/Libcop
Parque Zoobotânico do Emílio Goeldi tem 5,2 hectares de floresta preservada no centro de Belém. Foto: Oswaldo Forte/Libcop

Mais de cem peças arqueológicas descobertas por Domingos Soares Ferreira Penna, criador do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, foram destruídas no incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro, no último domingo (2). Por outro lado, uma coleção rara de cerca de trezentos insetos do grupo dos gafanhotos, que pertencem ao museu carioca, estava emprestada para a Universidade do Estado do Pará (Uepa) e continua protegida em Belém.

A coordenadora do arquivo histórico do museu paraense, Dora Romeiro, disse que o material que pertencia à história do museu paraense foi totalmente destruído. Segundo ela, as urnas funerárias foram coletadas no século XIX na região amazônica e estavam no Museu Nacional.

  • O que se sabe sobre o incêndio no Museu Nacional, no Rio

A professora da Uepa Ana Lúcia Gutjah, disse que o Museu do Rio recebeu a notícia de que a coleção de insetos está à salvo. O material foi coletado em várias partes do mundo desde o início do século XX e, segundo Gutjah, está à disposição do Museu Nacional. As peças foram solicitadas pela universidade para realização de pesquisas há três anos.

"Embora sejam poucos exemplares, hoje temos essas poucas espécimes desses insetos, que representam tudo o que temos sobre isso", explicou.

Investimentos

Parque Zoobotânico do Emílio Goeldi tem 5,2 hectares de floresta preservada no centro de Belém. (Foto: Oswaldo Forte/Libcop) Parque Zoobotânico do Emílio Goeldi tem 5,2 hectares de floresta preservada no centro de Belém. (Foto: Oswaldo Forte/Libcop)

Parque Zoobotânico do Emílio Goeldi tem 5,2 hectares de floresta preservada no centro de Belém. (Foto: Oswaldo Forte/Libcop)

A direção do Museu Emílio Goeldi considera que o episódio no Museu Nacional trouxe à tona a discussão sobre a falta de investimentos para a preservação do patrimônio histórico e científico.

O museu paraense é o segundo museu de ciências mais antigo do país, somentre atrás do Museu Nacional. A instituição possui 19 coleções científicas que reúnem 4,5 milhões de itens tombados como patrimônio.

Segundo a diretora da instituição, Roseny Mendes, não há dinheiro para modernizar o sistema que detecta e combate incêndio.

"Nosso quadro vem ao longo dos anos reduzindo, ou paga a energia elétrica ou implanta um sistema de alarme e combate a incêndio", revelou.

Museu Emílio Goeldi. (Foto: Divulgação/Museu Emílio Goeldi) Museu Emílio Goeldi. (Foto: Divulgação/Museu Emílio Goeldi)

Museu Emílio Goeldi. (Foto: Divulgação/Museu Emílio Goeldi)

Em 2017, o corte de verbas para instituições de pesquisa gerou protestos. O Parque Zoobotânico do Goeldi e a Estação Científica Ferreira Pena, na ilha do Marajó, ameaçaram fechar as portas.

O Goeldi informou que vai disponibilizar cópias digitais de documentos históricos para o Museu do Rio. A Uepa também disse que predente doar espécies amazônicas.

  • FOTOS: veja imagens da destruição no museu

Nota de solidariedade

Na segunda-feira (3), o museu emitiu uma nota pública solidarizando com a comunidade do Museu Nacional, dizendo que reforça publicamente o compromisso de continuar lutando pela conservação do patrimônio cultural e ambiental nacional e pelo avanço do conhecimento. A nota também relembrou os episódios ocorridos com o Instituto Butantan, em 2010; Museu da Língua Portuguesa, em 2015; e o Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro, em 1978.

Veja mais notícias sobre a região no G1 PA.

 

 

 

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