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Protesto contra o governo da Romênia termina com centenas de feridos

Cerca de 80 mil romenos se manifestaram para denunciar a corrupção do governo. Mais de 450 pessoas ficaram feridas e 30 foram detidas.

 
 -  Polícia e manifestantes entram em confronto durante protesto contra o governo da Romênia, nesta sexta-feira  10  em Bucareste  Foto: Andreea Alexandr
Polícia e manifestantes entram em confronto durante protesto contra o governo da Romênia, nesta sexta-feira 10 em Bucareste Foto: Andreea Alexandr

Mais de 450 pessoas ficaram feridas, e cerca de 30 foram detidas, durante uma manifestação nesta sexta-feira em Bucareste contra o governo socialdemocrata da Romênia, anunciou a polícia romena neste sábado (11).

Cerca de 80 mil romenos, entre eles milhares de expatriados que voltaram para seu país para participar dessa manifestação, concentraram-se na praça Vitória, na capital, Bucareste, para denunciar a "corrupção" do governo.

Dezenas deles tentaram furar o cordão policial, lançando pedras e garrafas de água nas forças de segurança, que reagiram com gás lacrimogêneo e com jatos d'água para dispersar a multidão.

Boa parte dos feridos recebeu atendimento médico, após inalar o gás lacrimogêneo, enquanto outros sofreram contusões. Cerca de 30 agentes de polícia também integram a lista de feridos, e 11 deles foram internados.

Após sua volta ao governo no final de 2016, o Partido Socialdemocrata promoveu uma reforma judicial que, segundo a oposição, põe em risco a independência judicial e permitirá aos dirigentes políticos burlar a Justiça.

Em fevereiro de 2017, essa medida provocou uma onda de manifestações sem precedentes no país desde a queda do regime de Ceaucescu, em 1989. Outra manifestação está prevista em Bucareste para este sábado, no fim do dia.

'Intervenção brutal'

O presidente romeno, de centro direita, Klaus Iohannis, em conflito aberto com a maioria de esquerda, criticou "a intervenção brutal e desproporcional" das forças de segurança e pediu à Procuradoria Geral que abra uma investigação sobre as circunstâncias dessa operação.

Iohannis acusou as autoridades do Partido Socialdemocrata no poder de "conduzirem o país para o caos e a desordem".

Em duas mensagens no Twitter, o chanceler austríaco, Sebastian Kurz, "condenou a violência" na manifestação e lamentou que jornalistas, incluindo um funcionário da televisão pública austríaca ORF, estejam entre os feridos.

"A liberdade de expressão e a liberdade de imprensa são liberdades fundamentais da União Europeia (...) que têm de ser protegidas de maneira incondicional", defendeu Kurz, cujo país exerce a Presidência rotativa da UE.

Criticada pela oposição conservadora, o Batalhão de Choque garantiu ter atuado "de maneira gradual e proporcional", em resposta às ações violentas de dezenas de "radicais".

 

 

 

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