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'''O Musical Mamonas''' tem apresentação gratuita neste sábado em Brasília

Espetáculo é no CCBB às 19h. Em entrevista ao G1, Rafael Aragão, que homenageia Dinho, falou sobre a montagem.

 
 -  Atores do   39;O Musical Mamonas  39;, que estará em cartaz no CCBB, em Brasília  Foto: Divulgação
Atores do 39;O Musical Mamonas 39;, que estará em cartaz no CCBB, em Brasília Foto: Divulgação

“Atenção, Creuzeback: ao toque de quatro ja vai: já, já, já, já vai...”A partir das 19h deste sábado (11), os brasilienses vão relembrar essas e outras expressões dos Mamonas Assassinas.

O grupo de rock escrachado e de letras bem-humoradas é homenageado em um musical, com entrada gratuita, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Cinco fãs dos Mamonas recontam a ascensão meteórica do grupo, que teve a trajetória tragicamente interrompida por um acidente aéreo em 1996.

  • Rafael Aragão, na pele do vocalista Dinho;
  • Reginaldo Sama, como o guitarrista Bento;
  • Jessé Scarpellini, como o tecladista Júlio;
  • Pedro Reis, como o baixista Samuel,
  • e Arthur Lenzura, como o baterista Sergio.

A montagem do espetáculo “O Musical Mamonas", que estreou em 2016 e já percorreu 30 cidades do paísl, será encenada a céu aberto. Em entrevista ao G1, Rafael Aragão disse que está ansioso para voltar para Brasília.

“Estou louco para encenar o musical em Brasília. A energia é incrível e estou louco para ver o céu."

Ele, que conhece bem o Distrito Federal – morou dois anos em Sobradinho –, desembarcou na capital nesta sexta-feira (10). Fã declarado do grupo, Aragão contou que, quando criança, foi proibido pelo pai, José Alves, de escutar as músicas do Mamonas Assassinas por causa do conteúdo das letras.

Mas a pressão para ganhar um CD foi tão grande que o pai mudou de ideia. Comprou o disco para a família inteira. “Ele veio da loja com o presente e virou um fã também. Meu pai já viu o musical sete vezes”, lembrou Aragão.

Mamonas Assassinas (Foto: Fernando Hinoto / Arquivo Pessoal) Mamonas Assassinas (Foto: Fernando Hinoto / Arquivo Pessoal)

Mamonas Assassinas (Foto: Fernando Hinoto / Arquivo Pessoal)

Sobre a apresentação, o ator afirmou que a ideia do espetáculo é homenagear a banda e brincar com o público.

“Mostramos, no palco, todo o sucesso do Mamonas e o coito interrompido. E a gente conta isso com muito amor. A plateia ri, chora, canta...”

O espetáculo

O musical começa com a banda em um lugar parecido com o céu. Deus dá uma missão para o quinteto: contar a própria história no formato de musical.

Durante o show, os atores tocam ao vivo releituras de sucessos como “O vira”, “Robocop gay”, “Sabão crá-crá”, “Pelados em Santos”, “Uma Arlinda mulher”, “Mundo animal”, “Lá vem o alemão” e “Cabeça de bagre II”.

O texto de Walter Daguerre, autor também de “Jim, o musical”, é repleto de descontração e escracho, características que os Mamonas mostravam nos palcos, no disco, nos programas de TV e em qualquer situação.

O espetáculo é dirigido por José Possi Neto, tem direção musical de Miguel Briamonte e coreografia de Vanessa Guillen.

Sucesso a bordo da Brasília amarela

Mamonas Assassinas tiveram uma trajetória breve e marcante

Mamonas Assassinas tiveram uma trajetória breve e marcante

Os Mamonas Assassinas nasceram de uma banda séria, o Utopia, inspirada em nomes do pop rock, como Legião Urbana, Titãs, Cazuza e Red Hot Chili Peppers. A primeira formação tinha apenas Bento Hinoto (guitarra), Samuel Reoli (baixo) e Sérgio Reoli (bateria).

Dinho entrou para a banda depois de subir ao palco para cantar “Sweet child o’mine”, do Guns N’Roses, em uma apresentação no Parque Cecap, em Guarulhos. O público havia pedido a música, mas os integrantes não sabiam a letra. O vocalista disse que sabia, subiu ao palco e improvisou.

A transição entre Utopia e Mamonas ocorreu aos poucos. A ideia de gravar “Robocop gay”, a primeira música composta no estilo que consagraria a banda, e “Mina”, que depois se tornaria “Pelados em Santos”, surgiu em uma noite quando uma dupla sertaneja desmarcou sessão no estúdio do produtor Rick Bonadio. Dinho pediu para gravar as músicas debochadas, com arranjos bregas à la Reginaldo Rossi, para um churrasco que iria no dia seguinte.

Ao se deparar com as músicas, o produtor adorou. “Ri muito e eu resolvi ligar para termos uma reunião com a banda toda. Nessa reunião eu disse a eles que compusessem mais músicas naquele estilo e que, se misturássemos essas coisas engraçadas com rock, eu conseguiria uma gravadora”, afirmou o produtor. Em seguida vieram “Vira” e “Jumento Celestino”.

Banda Mamonas Assassinas, em foto tirada na década de 1990 (Foto: Divulgação) Banda Mamonas Assassinas, em foto tirada na década de 1990 (Foto: Divulgação)

Banda Mamonas Assassinas, em foto tirada na década de 1990 (Foto: Divulgação)

As músicas foram um sucesso e uma gravadora se dispôs a mixar um disco. Para que isso ocorresse eram necessárias mais dez canções. “No papel ele tinha quatro músicas. Na cabeça tinha umas quatro mil. Ele falou: ‘Me dá uma semana que eu faço’”, afirmou o pai de Dinho, Hidelbrando Alves.

O primeiro e único disco levou o nome da banda. Em seis meses, o álbum vendeu dois milhões de cópias – foram três milhões no total. Os músicos se apresentaram em todo o país e em diversos programas de TV.

O último show antes de seguir para uma turnê em Portugal aconteceu no antigo Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O jatinho usado pela banda para facilitar o transporte se chocou contra a Serra da Cantareira, nas proximidades do aeroporto de Guarulhos, justamente a cidade dos Mamonas.

Serviço

O Musical Mamonas

Local: Centro Cultural Banco do Brasil
Data: 11 de agosto
Horário: 19h
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 10 anos

Veja o que fazer em Brasília no G1 DF.

 

 

 

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