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Irã diz que não terá reunião com EUA, apesar da proposta de Trump

Havia rumores sobre um possível encontro entre Trump e Rohani durante a próxima Assembleia Geral da ONU.

 
 -  Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, em imagem de arquivo  Foto: Lukas Barth/Reuters
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, em imagem de arquivo Foto: Lukas Barth/Reuters

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, afirmou neste sábado (11) que não haverá encontro entre responsáveis iranianos e americanos fora da próxima Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), apesar das propostas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Não, não haverá qualquer reunião", respondeu, taxativamente, o ministro a uma pergunta da agência "Tasnim" sobre um possível encontro com integrantes do governo americano, como o chefe da diplomacia, Mike Pompeo.

Em maio, Trump retirou os EUA do acordo nuclear multilateral de 2015, firmado pelo seu antecessor, Barack Obama, em uma das mais contundentes decisões de sua política externa desde o início do seu mandato. O acordo previa que o Irã se comprometeria a limitar suas atividades nucleares em troca do alívio em sanções internacionais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra sua assinatura oficializando a retirada do país do acordo nuclear com o Irã, retomando as sanções contra o país. Trata-se de uma das mais contundentes decisões de política externa do americano em seus 15 meses de governo (Foto: Jonathan Ernst/Reuters) O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra sua assinatura oficializando a retirada do país do acordo nuclear com o Irã, retomando as sanções contra o país. Trata-se de uma das mais contundentes decisões de política externa do americano em seus 15 meses de governo (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra sua assinatura oficializando a retirada do país do acordo nuclear com o Irã, retomando as sanções contra o país. Trata-se de uma das mais contundentes decisões de política externa do americano em seus 15 meses de governo (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

O presidente americano, que acusou o Irã de ser "o principal Estado patrocinador do terrorismo", afirmou que o país trapaceava o acordo para desenvolver seu programa nuclear e voltou a impor sanções a Teerã.

Zarif insistiu que as autoridades iranianas em várias ocasiões se posicionaram contra um diálogo nas atuais circunstâncias, ou seja, após a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear.

"Os americanos não são honestos. Além disso, a dependência que eles têm das sanções não possibilitará uma conversa", enfatizou.

"Alguém acredita que o senhor Trump é sério para negociar?", perguntou o chefe da diplomacia iraniana em uma coletiva de imprensa.

Ele negou que Omã esteja fazendo alguma mediação entre Irã e Estados Unidos e justificou os recentes contatos com esse país como parte da política externa da República Islâmica.

Novo acordo?

Trump tem dito que está "aberto" a fechar um novo acordo "mais amplo" com o Irã. No final de julho afirmou que estaria disposto a se reunir com o presidente iraniano, Hassan Rohani, "sem condições prévias".

Por conta destes comentários surgiram rumores sobre um possível encontro entre Trump e Rohani, ou algo em nível ministerial, durante a próxima Assembleia Geral da ONU, em setembro.

Mas o próprio Rohani já descartou um possível diálogo, afirmando que é a vez do Executivo em Washington "demonstrar que quer solucionar algo com as negociações". Ele qualificou a postura americana de "contraditória", já que, em sua opinião, "não se pode negociar ao mesmo tempo em que sanções são aplicadas", em alusão às medidas que entraram em vigor no dia 7 deste mês.

No mesmo dia, Zarif tachou as propostas de diálogo de "espetáculo de propaganda".

 

 

 

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