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Esteticistas apostam em crescimento do mercado na área da beleza em Santarém

Demanda por serviços de beleza cresce e as clínicas de estética buscam acompanhar o avanço.

 
 -  Esteticistas cosmetólogos podem trabalhar em clínicas e centros de estéticas, salões de beleza, spas, entre diversos outros locais de atuação.  Foto:
Esteticistas cosmetólogos podem trabalhar em clínicas e centros de estéticas, salões de beleza, spas, entre diversos outros locais de atuação. Foto:

Santarém, no oeste do Pará, acompanha o ritmo de crescimento do mercado de estética do Brasil nos últimos tempos. Cada vez mais são abertas clínicas que oferecem serviços na área da beleza. Os profissionais buscam acompanhar a evolução e se especializarem.

A primeira turma de graduação de Estética e Cosmética da região oeste do Pará outorgou grau na quinta-feira (08), pelo Instituto Esperança de Ensino Superior. A ocasião marca o fim da trajetória acadêmica de três anos de estudos das 25 novas esteticistas cosmetólogas de Santarém e o início de uma carreira promissora para as novas profissionais.

Muitas delas já trabalhavam na área mesmo antes de iniciar a graduação, mas afirmam que se capacitar agrega muito para o currículo e para a prática. A graduada Cristiane dos Santos Almeida, profissional com 15 anos de experiência, acredita que o conhecimento científico é essencial.

"Você precisa saber o fundamento, reação, por que acontece. A nível de graduação é mais profundo, aprendemos sobre anatomia, fisiologia, a parte nutricional. Se a pessoa tem um problema de acne, por exemplo, precisa saber o que causou, o por quê, como o organismo reage", detalhou.

Cristiane precisou enfrentar muitos desafios para se formar. O marido faleceu logo no primeiro semestre do curso. "O nosso emocional fica muito abalado e uma graduação não é fácil". A condição financeira de Cristiane não era favorável, porém, mesmo com os obstáculos, ela não desistiu. "Valeu a pena. Tenho no coração a sensação de dever cumprido. Fiz o que pude, pelo que eu amo", frisou.

A graduada Dailce Costa Gonçalves, de 43 anos, já trabalha na área há mais de 20 anos. Começou como depiladora e foi se especializando. Há 15 anos, montou o seu próprio empreendimento, que, hoje em dia, dispõe de serviços relacionados à estética corporal e capilar, como massagem, microagulhamento, sobrancelha definitiva, maquiagem, penteado, massagem, limpeza facial, etc.

Ela reconhece a importância de buscar conhecimentos. “Certas coisas que eu não podia fazer, como ultrapassar certa porcentagem de ácido na parte da limpeza facial, eu posso agora. Abre um leque de opções pra trabalhar, com todo o tipo de aparelho elétrico. Indicamos a alimentação correta para os clientes. Na área da cosmética, as vezes a pessoa não sabe o que usar, então precisamos indicar”, explicou.

Dailce alerta para a necessidade de os profissionais se adaptarem à modernidade, devido os clientes estarem cada vez mais exigentes. “Precisamos buscar cada vez mais conhecimento porque o mercado quer um profissional que faça de tudo, que seja eclético na área. Tudo que é novidade as pessoas querem experimentar. Então, temos que estar atualizados para atender o novo cliente”, ressaltou.

Em abril de 2018, entrou em vigor a lei que regulamenta a profissão de esteticista, dividida em esteticista e cosmetólogo, com nível superior, e o técnico em estética.

Vanda Vasconcelos da Costa Reis, que é cabeleireira há 30 anos, disse que as profissões na área da beleza têm ganhado destaque. “Tem muitos profissionais agora. A aprovação da nova lei de estética que autorizou a profissão dá mais respaldo para os profissionais trabalharem, sem contar que existe um projeto para que todos os locais que vendem saúde e beleza tenham alguém especializado na área”, comentou.

Um levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), juntamente com o Instituto FSB Pesquisa, em maio deste ano, mostra que o Brasil se tornou o terceiro país com o maior mercado de estética no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, e da China o consumo mundial no mercado de estética.

Ainda de acordo com a Pesquisa de Beleza e Cuidados Pessoais da Euromonitor, até o ano de 2020 o Brasil terá um aumento acumulado que chegará a 14,3%, uma média de 2,7% a cada ano.

O mercado resistiu à crise nos últimos anos e a previsão é que ele continue crescendo. Há vagas disponíveis em clínicas e centros de estética, salões de beleza, spas, entre diversos outros locais de atuação.

 

 

 

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