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Palestinos morrem atingidos por disparos do Exército de Israel durante protesto na Faixa de Gaza

Segundo o Exército israelense, palestinos atravessaram a fronteira e lançaram granadas contra os soldados.

 
 -  Manifestante palestino lança bomba de gás lacrimogêneo contra soldados israelenses na fronteira com a Faixa de Gaza  Foto: Khalil Hamra/AP Photo
Manifestante palestino lança bomba de gás lacrimogêneo contra soldados israelenses na fronteira com a Faixa de Gaza Foto: Khalil Hamra/AP Photo

Dois palestinos, um deles agente da saúde, morreram nesta sexta-feira (10) e outros 70 ficaram feridos por disparos de israelenses durante os protestos que, pela 20ª sexta-feira consecutiva, ocorreram na cerca que separa a Faixa de Gaza e Israel, informou o Ministério de Saúde palestino.

O agente da saúde "morreu por disparos de soldados israelenses ao leste da cidade de Rafah, no sul da Faixa, enquanto cuidava de feridos na área", declarou o porta-voz ministerial, Ashraf al-Qedra que mais tarde informou sobre a morte de um homem de 55 anos.

Segundo um comunicado do Exército israelense, manifestantes atravessaram a fronteira e lançaram granadas contra as tropas israelenses. As tropas israelenses "identificaram uma série de infiltrações nas quais os suspeitos entraram (em Israel) e depois retornaram à Faixa de Gaza. Vários terroristas lançaram uma granada contra as tropas no norte" da Faixa, indica na nota.

Manifestantes palestinos tentam escapar de gás lacrimogêneo lançado por soldados israelenses nesta sexta-feira (10) na Faixa de Gaza (Foto: Khalil Hamra/AP Photo) Manifestantes palestinos tentam escapar de gás lacrimogêneo lançado por soldados israelenses nesta sexta-feira (10) na Faixa de Gaza (Foto: Khalil Hamra/AP Photo)

Manifestantes palestinos tentam escapar de gás lacrimogêneo lançado por soldados israelenses nesta sexta-feira (10) na Faixa de Gaza (Foto: Khalil Hamra/AP Photo)

Carros de combate israelenses abriram fogo contra duas posições do Hamas na Faixa "em resposta aos protestos violentos", indicou o comunicado militar.

Milhares de pessoas - 9 mil, segundo o Exército israelense - participaram nesta sexta dos protestos que fazem parte da campanha denominada Grande Marcha do Retorno junto à cerca entre Gaza e Israel, na qual queimaram pneus e lançaram balões incendiários para território israelense.

A jornada de protestos coincide com o "acordo de calma" entre Israel e as milícias palestinas, lideradas pelo movimento islamita Hamas, que conteve a escalada de violência nesta quinta.

O Hamas, que controla Gaza desde 2007, denominou o protesto desta sexta como "Sexta-feira da liberdade e da vida" e pediu à população que participe destas mobilizações, que são convocadas desde 30 de março e nas quais morreram pelo menos 150 palestinos em incidentes violentos.

 

 

 

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