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Polícia prende preventivamente acusado de abusar sexualmente de enteada com problemas mentais

Outro acusado também foi preso porque descumpriu medidas protetivas de urgência determinadas pela Justiça em favor da sua companheira. Delegado ressalta importância de denunciar crimes de violência contra a mulher.

 

Dois homens que respondem a processos criminais por crimes de violência doméstica e familiar, em Belém, foram presos nesta quarta-feira (8), em cumprimento a mandados de prisão preventiva. Um deles, de 57 anos, é acusado de abusar sexualmente de sua enteada, menor de idade e que possui problemas mentais. A polícia explicou que foi decretada a prisão preventiva por ele representar um perigo para a sociedade e para a vítima.

O acusado foi localizado no bairro da Marambaia, em Belém, após a equipe policial tomar conhecimento do mandado de prisão preventiva expedido em 25 de julho deste ano. A ordem de prisão foi expedida pela 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher em decorrência de investigações realizadas pela Divisão Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), de Belém.

Já o outro acusado preso, teve ordem de prisão expedido pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, porque descumpriu medidas protetivas de urgência determinadas pela Justiça em favor da sua companheira.

Lei Maria da Penha

O delegado Raphael Cecim ressalta que a Lei 11.340/06, mais conhecida como Lei Maria da Penha, que completou 12 anos em agosto, foi criada com o objetivo de proporcionar maior segurança às vítimas de violência sexual. Contudo, mesmo após 12 anos de vigência, ainda existem casos de violência doméstica que não são levados ao conhecimento das autoridades policiais e da rede de proteção às mulheres.

Segundo ele, o combate a esse tipo de crime é prioridade para qualquer sociedade que respeite a dignidade humana. "A importância de prisões de acusados de crimes praticados no âmbito familiar não se limita apenas à responsabilização criminal do agressor. Também tem um importante caráter pedagógico para quem vê na impunidade um estímulo à prática de violência doméstica e representa um estímulo às vítimas para que denunciem as violências sofridas, com a certeza de que terão a pronta resposta da rede de proteção", ressalta.

As prisões foram cumpridas pela equipe de policiais civis do Serviço de Polícia Interestadual de Buscas e Capturas (Polinter), sob coordenação do delegado Raphael Lobão Cecim e o chefe de operações Hilário Junior.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do G1 Pará no (91) 98814-3326

 

 

 

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